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terça-feira, 29 de março de 2016

Banco de Imagem. Uma viagem ao Rio São Francisco. 2011

Ainda não era a chuva que eu queria


wishing a storm


che desiderano una tempesta
 
 
souhaitant une tempête
 







pousser le bateau

pushing the boat

spingendo la barca


un villaggio

a village






Banco de Imagem. Maceió a Piaçabussu. 2011

 
Uma viagem ao Rio São Francisco
De Maceió a Piaçabussu



















 

RIO SÃO FRANCISCO. SEXTA FEIRA DA PAIXÃO NO ESCURIAL

repos dans Escurial
 descansando en Escurial
 riposo in Escurial
resting in Escurial
Nós estávamos andando sem parar e a luz do dia estaria findando e, sem ela, acabava a segurança da navegação. Queríamos dormir em Traipú mas não seria possível; era preferível parar, nada do leito iríamos ver, mesmo com a luz ligada; melhor parar no Escurial, descer, jantar e irmos dormir com o barco longe da margem, por motivo de segurança. Era Sexta-Feira da Paixão, um dia universal de luto; a procissão na rua, um pequeno bar aberto, tinha macaxeira, pão e o indispensável milho.

A parede do bar uma espécie de vitrine de embarcações, as miniaturas expostas de canoas de tolda,  as antigas carretas do rio e nas quais muitas vezes andei com meu pai. Além do mais, o retrato do casal na parede servia como atestado de família. Erta o único lugar aberto mas um bom lugar.




E então nasceu a fome que se debulhou na mesa farta, daquele dia de extremo pesar cristão, embora a morte fosse a renovação, o rompimento
 












Enquanto isto, o barco continuava à espera de quem fosse dormir e as gentes da viagem estavam cansadas. Mas tinham de matar a fome, esta  abençoada ternura e às vezes volúpia pela comida.


E lá vinha o povo voltando, entrando na água, molhando os pés com a barriga cheia, coisa condenada por quem tem juízo pois pode chamar um ramo de estupor.








Agora seria o tempo de dormir, a cara cansada de sol; era se arranchar na espreguiçadeira e esperar o sol voltar, para o barco continuar a subir, sendo meio arriscado barqueiro de baixo andar aqui por cima para além de Traipu.
Seria possível sonhar? Não havia motivo pois a própria viagem já era um sonho




jour naissant
giorno nascente
amanecer del día
dawning day 

O rio estava ainda meio escondido, mas já estávamos pensando na jornada: subiríamos, desceríamos?

Era tempo de chuva forte e era o que que queria: pegar uma tempestade dentro do rio, sentir o receio da virada, o ronco do trovão, a luz relampejando. Eu queria aquilo, eu fui para viver isto.

A Vitória estava ali, esperando passageiro, quem sabe travessia.
 

Do outro lado, estava a Linda Rosa. Quem teria inspirado o dono da canoa? O povo do rio já estava peixe na proximidade das águas. Tanto a sombrinha quanto a beleza e elegância da mocinha chamavam atenção dos peixes que passavam e muitos decidiram ficar no Escurial. Já era dia de aleluia, a farinha na cuia.



Era a hora de aproveitar e tibungar no rio que rimava com frio, mas banho de rio na chuva caindo sempre é de primeira, da pontinha da orelha como diziam os antigos.



 

Banco de Imagem. Uma viagem pelo São Francisco. 2011

Uma pausa para meditar o violão
a trip to the São Francisco River, 
 
un viaje al Río San Francisco,

una gita al fiume São Francisco, 

un voyage à la rivière São Francisco




Sempre andávamos pelo Rio São Francisco. Eu estava buscando uma tempestade, viver um chuvarão dentro do rio, ter de procurar abrigo.
Não sei de quem são estas fotos; suponho que de Shirley e da Alexandra


O barco e os amigos

O sol por testemunha

















domingo, 27 de março de 2016

Banco de Imagem. Luiz Sávio de Almeida. Arapiraca/Alagoas, 2011

Arapiraca, Alagoas, Brasil, urban landcapes, paesaggio urbano, paysage urbain, semiarid, semiarido nordest,

 
 
 Um dia chuvoso de uma Arapiraca escondida