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quarta-feira, 17 de junho de 2015

NOBRE, Ana Maia. A arte e meu caminho de vida

Este trabalho foi publicado em CAMPUS, suplemento do jornal O Dia, semanário editado em Maceió. 14 a 20 de junho de 2015, nº 120.











 


Ana Maia Nobre. Arquiteta, Design e Artista plástica. Pós-graduada em Design Estratégico pelo FAAP/SP x CESMAC em 2003. Socia diretora das empresas Maia&Piatti e Maia&Maia Consultorias e projetos. Diversas premiações nacionais e internacionais.




Dois dedos de prosa






Campus traz o depoimento de uma artista inquieta e magistral no que faz. Ela pesa como demonstração do que significa manter raízes e se universalizar, rompendo com a mesmice provinciana e jamais poderia dar estes passos, caso não tivesse a capacidade de quebrar as amarras provincianas.

Vale a pena passear por seu depoimento, buscando encontrar uma Alagoas diferente e que procura seus rumos de vida pela atualização de formas e modos de ser.

Campus agradece a Ana Maia Nobre.



Sávio


 

A arte e meu caminho de vida

Ana Maia Nobre

Tudo tudo tem começo


Como Arquiteta, Designer e Artista Plástica, desde cedo aprendi a lidar com o mundo da criação e da arte através do meu exemplo maior que é minha mãe, a Arquiteta (pioneira nos anos 50) Zélia de Melo Maia Nobre, autora de inúmeros projetos e  uma das fundadoras do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Meu lar foi marcado por presenças ilustres de mestres inesquecíveis como Lina Bobardi, Janete Costa, Javier Pissarro, Burle Max, Antonio Maués, Vera Pugliese, Borsoi dentre muitos outros que influenciaram na minha maneira de ver e lidar com o mundo tridimensional (racional) e o abstrato da Arte.

Moda e história

Falar de Moda é falar, antes de tudo, de um processo criativo que tem um começo, meio e fim. Ela tem sido um dos fenômenos da civilização desde o século XVI, que abrangeu um número crescente de áreas de atividades do homem moderno, e que passou a nos parecer quase "natural".  Moda é hoje, além de tudo, uma tendência de consumo, que foi intensificada a partir do século XIX,  central nas reflexões de artistas e intelectuais por desvendar a dinâmica da modernidade.
Ela também se tornou um ciclo de consumo ditado pelas grandes fábricas têxteis que derivaram parte da sua produção para atender as demandas a partir do consumo do mundo ocidental, a princípio ligado aos grandes nomes da criação européia e americana, que indicavam o norte para escoamento através das grandes cadeias de lojas de Departamentos, mas criavam, também, nas grandes capitais,  suas referências de status a partir das suas próprias casas (Maisons).
Esse ciclo, podemos dizer que foi a base montada, na prática, entre os setores de fábricas têxteis, pequenas fábricas de acessórios para suportes das grandes (fábricas satélites), representantes, criadores (estilistas), associações e facções dos setores de corte e costura, montagem das grades, modelos, desfiles, grandes compradores e a logística de distribuição para uma nova coleção.

A teoria da distinção socia
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Essa demanda se deu de forma mais intensa e lógica em países temperados, onde as quatro estações são bem definidas e faziam girar mais rápido esses ciclos para que novas mudanças desovassem os tecidos mais rapidamente, sem grandes perdas, e com mais lucros. Ou seja, em  países como França, Inglaterra, Alemanha, Itália e EUA vivenciando o fenômeno da era industrial, a teoria da distinção social tornou-se um dos focos principais para melhor atender e multiplicar suas margens. Criaram, então, a primeira chave para pensar a moda no mundo capitalista e industrializado, a teoria da distinção social.

Vista como espaço de ostentação do poder econômico das elites, a moda foi concebida como esfera de reconstrução das fronteiras sociais na “sociedade burguesa”. Mas afinal, existiria moda sem circulação? Se a aparência sofisticada é privilégio dos muitos ricos, ela só se transforma em moda se circular. É aí que as ruas entram para construir esse conceito. Era nas ruas que as modas ficavam conhecidas, eram aclamadas ou rejeitadas pelo público, que passavam a ser copiadas e depois desapareciam.

Com a globalização, na virada dos anos 70/80/90, o mundo da moda foi se tornando mais complexo e sua importância social aumentou consideravelmente. O que no século anterior era privilégio das elites converteu-se num universo altamente segmentado, esfera de construção de identidades e estilos de vida por onde passaram a transitar indivíduos de diferentes camadas sociais. O desenvolvimento de um novo mundo da moda gerou uma demanda de pesquisa empírica e histórica, promovendo um florescimento dos trabalhos acadêmicos da área, e com isso faculdades espalhadas pelo mundo afora.

Um pouco sobre Alagoas

Falando em Alagoas, em termos de moda, podemos constatar claramente que estamos longe de ser um polo neste setor. Sequer existimos! Tivemos indústrias têxteis como a Cia Alagoana de Tecidos em Rio Largo, Fabrica Nogueira, Fábrica de Fernão Velho, onde o foco eram toalhas, tecidos crus. Entretanto, todas elas sucumbiram à falta, inclusive, de investimentos para a reestruturação. Estancamos nossa evolução por volta da Segunda Guerra Mundial, e com isso não criamos as cadeias necessárias para se produzir moda em Alagoas.
Todavia, há quase 8 anos a Moda em Alagoas tornou-se uma cadeia produtiva que vem lidando com vestuário e outros bens de consumo correlatos (inclusive da indústria cultural) que dialogam com os desejos do consumidor. De uma forma mais geral, são códigos de vestimenta que se alternam com o tempo e a geografia.
 Segundo James Silver, o setor econômico de moda em Alagoas ainda está em fase bastante primária. O grande potencial para o setor se dá pela força criativa e a grande produção em “Hand Made”,  cada vez mais valorizado pela indústria da moda mundial. O que falta para dinamizar o setor é garantir base para a indústria, profissionalizando artistas e empresários.
O primeiro passo foi dado exatamente com o evento da “Trend House” que organizou o calendário local de lançamento de coleções e criou uma vitrine nacional (e até internacional) para os criadores locais, trazendo a imprensa nacional e formadores de opinião para conhecerem nossas marcas.
Quando os organizadores do evento fundiram-no com o convênio existente entre o SEBRAE, FIEA e Governo Estadual, a verba para o evento foi ampliada e consequentemente sua abrangência. Mas o grande desafio é intervir, como uma espécie de incubadora, durante todo o ano junto às marcas para garantir um crescimento real em seu potencial criativo e produtivo, e não apenas "maquiá-las" durante a semana de moda.
Nomes como caleidoscópio, Martha Medeiros e Fernando Perdigão, além, é claro, da nossa Maia Piatti, já têm uma maturidade criativa, mas outras marcas precisam de um acompanhamento maior para evoluírem. Em algumas, como Sandra Cavalcante, Artsório e Petrúcia Lopes, vê-se grande capacidade criativa, faltando base industrial e/ou comercial. Em outras, que já estão mais organizadas como indústria, falta o inverso.

Um pouco sobre nosso potencial

A ideia da “Trend House” por James Silver foi a de organizar um Calendário da Moda Alagoana a partir da observação de outras semanas de moda pelo país, a exemplo da SPFW, onde ele cobre semestralmente como jornalista da área.
O fato da imprensa nacional já considerar a “Trend House” como uma das quatro semanas de moda mais influentes do país, nos enche de determinação para seguir com a árdua missão que enfrenta na resistência do próprio setor em abrir para uma evolução: a sua maior barreira.
 Mesmo com todas essas iniciativas brilhantes para abertura de  espaço, percebo claramente que não temos cancha (ainda) para um polo de moda aqui em Alagoas. Estamos, sim, vocacionados para sermos inspiração com a nossa identidade, através dos ícones e iconografia dessa terra tão rica de paisagens, luzes e cores, como artesãos fantásticos e Técnicas ímpares do "hand made", além de muita predisposição por parte dos criadores e dos estilistas que um dia partiram daqui para desbravarem o Brasil e o exterior.
Outro fator importante que merece mencionar é que herdamos costumes substanciais dos nossos antepassados na forma peculiar de lidar com a vestimenta e acessórios. Foram os índios e escravos. Estes últimos, principalmente, sempre tiveram um modo particular de se vestir com panos crus e leves, nós, toucas, amarrações criativas, tecidos sobrepostos, decotes, sandálias, não só pelo clima mas, acima de tudo, como uma forma de diferenciar o seu nível mais baixo da camada social impostos pela sociedade (elite) que copiava suas vestimentas pesadas e tecidos importados, iguais as do Europeu, e que já tinham no Sul do país apoio através de muitos artesãos capacitados para atender as demandas dos comerciantes e da sociedade da Corte.
Voltando a Alagoas, a vocação de criadores daqui esbarra desde longas datas nas grandes dificuldades, tanto na parte de fornecimento de matéria prima, como na capacitação de mão de obra.
Colocar o produto "moda" no mercado requer a determinação de querer concorrer com as marcas conhecidas no Brasil. Essas grifes estão, na grande maioria, em São Paulo. O processo produtivo delas tem um ciclo que é iniciado e concluído lá mesmo. Ou seja, quando a coleção é pensada, desenhada e decididos os tipos de tecidos após a modelagem (feita por um profissional capacitado que nem sempre é o próprio criador que faz) e a pilotagem que fazem parte da construção da “peça piloto”, será provada num modelo com medidas-padrão, para só depois de aprovada, seguir para a produção.
Poucas são as indústrias que fazem tudo. A grande maioria das marcas brasileiras terceirizam as etapas em facções. Vale dizer também que, dependendo do tipo de tecido, as peças vão para pessoas que trabalham só com tecido plano, ou só com malha, tricô etc.
Alagoas teve e tem criadores que sofreram a falta de profissionais capacitados para atender todo esse ciclo aqui. Tivemos ícones da criação como Maria Cândida, Vera Arruda (falecidas) que deixaram marcas indeléveis para o Brasil. Ambas levaram para suas criações e marcas características próprias e ímpares, típicas de grandes criadores, mas ficaram conhecidas não como as alagoanas, mas como as brasileiras de linguagens internacionais.
 Hoje, temos a Martha Medeiros que, como as anteriores, foi buscar no sul seus estabelecimentos para melhor atender suas demandas. Ou seja: junto de todas as logísticas que demandam o ciclo de produção da moda. A Martha Medeiros que hoje é um dos maiores nomes da moda nacional, para ter seus vestidos com o acabamento de alto luxo que têm, e serem objetos do desejo de toda paulista “quatrocentona”, teve que lutar para aperfeiçoar a técnica das rendeiras, pensar numa modelagem atual que valorizasse a renda e trabalhar bastante o marketing para a marca ter o posicionamento que tem hoje. A Martha deu um verdadeiro “up grade” à renda renascença. Mas isso só foi possível, além de tudo o mais, porque ela está lá no sudeste brasileiro. A questão da padronização das medidas, o compromisso com prazos, e a falta de visão profissional das pessoas que são terceirizadas, fazem com que o que é lançado numa semana de moda, não consiga estar nas lojas num tempo adequado para que o consumidor compre.
Temos em Maceió um grande incentivador da moda que é o James Silver. Grande visionário, audacioso e muito trabalhador, ele consegue fazer a semana de moda de Alagoas trazendo jornalistas de todo Brasil para ver o que tem de produção nessa área por aqui. Vários criadores tem oportunidade demostrar seus trabalhos. Um dos que cresceram muito foi o Lucas Barros que tem um processo produtivo bem artesanal com pintura sobre o tecido e faz coisas lindas. Entretanto, como disse, apenas incentivo não basta. É preciso mais, muito mais!

A marca Maia Piatti

A marca Maia Piatti é uma derivação da marca “Viver de Arte”, empresa fundada em 1998, por mim e por minha irmã Rosa Piatti, para produzir artigos de alto valor agregado, todos criados por nós como, por exemplo, luminárias, porcelanas, objetos de decoração em madeira, inclusive mobiliário com uma técnica de pintura exclusiva. À medida que esses objetos eram expostos em feiras internacionais, como a “Maison et Objet”, em Paris, “L'Artigiano In Fiera”, em Milão, “Gift Fair” em Nova York, Los Angeles, São Francisco, e outras tantas também no Brasil como a “Abimad”, “Paralela” e “Abup”, em São Paulo, era sugerido sempre pelos clientes que entrássemos no ramo têxtil por causa da forte identidade dos produtos.
A curiosidade e vontade de experimentar nosso conceito numa outra dimensão, que seria o movimento do corpo humano, nos levou a fazer as primeiras peças de vestuário. Partimos então, sem nenhuma intenção de seguir regras ou tendências de moda, para uma roupa que carregava nossa identidade. A princípio vestidos que serviam de suporte para composições pictóricas, usando sobreposições de tecidos, pintura e bordados.
Quando da nossa primeira mostra de vestidos, junto com os objetos na feira Paralela no Instituto Tomie Otake, em São Paulo, para nossa surpresa, os vestidos e a forma como foram expostos, chamaram a atenção de todos: artistas plásticos, designers, críticos de arte, arquitetos (a exemplo de Janete Costa que disse: "vocês não param"!), decoradores e também de pessoas ligadas à moda.
Os vestidos eram feitos de uma forma bem artesanal com reaproveitamento de tecidos, tingindo-os e aproveitando a mão de obra das comunidades periféricas, geralmente pessoas ligadas as que já trabalhavam na “Viver de Arte”, que faziam bordados, aplicações e pinturas. Por essa forma de produção fomos convidadas a participar na feira “Prêt-à-Porter” em Paris, como uma das marcas brasileiras expondo no pavilhão “Só Etic”, que mostravam marcas que trabalhavam dentro do conceito de sustentabilidade. Na ocasião, fomos visitadas pela ministra do Meio Ambiente da França, em 2008.
A partir daí começamos a receber encomendas e vimos que precisávamos de uma consultoria na parte técnica, tipo modelagem, corte, costura etc. Afinal de contas, nunca havíamos feito nada disso antes.
O nosso conceito é de um vestuário contextualizado no que já vinha sendo feito nos outros artigos que exportávamos para EUA e Europa, cuja forte identidade nada mais é do que a síntese de toda nossa vivência assimilada ao longo dos anos e que leva um DNA com os vieses da história, costumes, folclore, identidade visual da paisagem alagoana que vai desde o Sertão ao Litoral sintetizados no que hoje e catalogado como um dos ícones da Identidade Visual Alagoana. Essa linguagem atingiu o desejo dos consumidores e apreciadores de identidades culturais Maia Piatti.
Nossas clientes são muito especiais. Vestimos muitas artistas e celebridades como Marieta Severo, Totia Meireles, Fernanda Montenegro, Paula Lavine, Bruna Tenório, Marilia Gabriela, Fabiana Cozza, Maria Rita, Claudia Matarazzo, Irene Ravache, a Jornalista e ex-correspondente de moda da Rede Globo, Cristina Franco, a atriz americana Uma Thurman, dentre tantas mais.
Esteve conosco em Maceió uma consultora ligada a ABIT, formada em moda em Florença, Itália, que durante quase dois anos preparou nossa equipe, trazendo, inclusive, costureiras de São Paulo.
Começamos a partir daí a decompor nosso desenho na própria modelagem, e a traduzir o conceito de tudo que já vínhamos fazendo antes nos outros artigos, através de cortes e traçados que nada mais são do que a síntese de toda nossa vivência, assimilada ao longo dos anos e que levam um DNA de vieses da história, costumes, folclore e paisagem alagoana, que vão desde o Sertão ao Litoral. Essas referências adquiriram, entretanto, uma linguagem própria que foi catalogada no livro de Iconografia Alagoana, e por ser universal, atingiu o desejo de consumidores exigentes do mundo todo.
Tivemos uma época que nossa logística era muito cara. Criávamos e modelávamos aqui, fazíamos a pilotagem em São Paulo, depois as adaptações aqui e por fim distribuíamos as costuras entre Maceió e São Paulo. Procuramos depois de um intenso treinamento, fazer tudo aqui em Maceió. Além de nossas costureiras, procuramos uma associação das que pertenceram a antiga Fábrica Carmen, situada em Fernão Velho, e tentamos fazer parceria com algumas ONGs. Mas, infelizmente, o resultado não foi satisfatório.
Nessa época a “Viver de Arte” se tornou uma franquia que comercializava os objetos e o vestuário Maia Piatti. Tivemos franqueados em Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Maceió e Brasília, incluindo um ponto de venda em Sidney, na Austrália. E várias lojas de Design e Multi marcas nos EUA e Europa.
O crescimento da empresa, que chegou a ter sessenta funcionários e mais alguns terceirizados, fez com que nossa atenção se voltasse totalmente para a área administrativa, o que foi o começo de uma nova fase de reflexão, pois, como qualquer artista, não combinávamos com o estresse de faturas, contabilidades, RH e afins.
Nossa empresa sofreu com a crise internacional em 2008, a queda do dólar e o retraimento do mercado nos Estados Unidos. Além disso, a parte administrativa (financeira, RH etc) nunca foi a vocação do artista. Decidimos, então, encolher e voltar a trabalhar mais com a alma, que sempre foi nossa característica mais marcante.
As dificuldades citadas anteriormente fizeram com que a gestão comercial, que exige que estejamos sempre acompanhando os lançamentos de estações, com grades de numeração e prazos de entrega, voltasse agora a não ter mais tanta importância. Atualmente, trabalhamos com uma equipe muito reduzida, que curte cada peça que produzimos. Ainda não nos compromissamos com outros pontos de venda. Produzimos muito por encomenda. Depois da publicação na revista Haper's Bazar, lojas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro nos procuraram. Todas têm em comum um público que procura uma roupa mais conceitual.
Por sermos muito procuradas pelos turistas e ex-clientes dentro e fora do Brasil, decidimos abrir um novo Atelier de Exposição permanente, que contará toda nossa trajetória. Todo o chão percorrido. Será também um ponto de vendas com peças mais que únicas assinadas por nós.
E com a nossa experiência, fica mais claro o entendimento que a Indústria de Moda em Alagoas ainda está longe de ser um Polo,mas uma boa referência de talentos ( MaiaPiatti e dos demais citados acima )os quais, mesmo contra todas ás adversidades de logísticas e afins, conseguem atrair o peso de formadores de opinião da área, que perceberam in loco há 4 anos atrás , a exemplo da jornalista do GNT Lilian Pace quando aqui esteve para cobrir o TrendHouse ,que já somos copiados por grandes marcas já estabelecidas no cenário nacional e intern

Um comentário:

  1. A MARCA----MAIA PIATI------SE TORNOU CONHECIDA NO BRASIL E EXTERIOR, PELA FORÇA DE UMA CRIATIVIDADE ARTISTICA, SEDUZINDO A UM PÚBLICO ESPECIAL, DESSA MANEIRA É HONRA PARA ALAGOAS E BRASIL

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