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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aldjane Oliveira. Afro-religiosos: discriminação e marginalização na sociedade cristã


 Este material foi publicado em Campus/O Dia



discrimination and marginalization: brazilian afro religion
Afro-religión: la discriminación y la marginación en la sociedad cristiana
Afro-religion: la discrimination et marginalisation dans la société chrétienne
Afro-religione: la discriminazione e l'emarginazione nella società cristiana







Aldjane de Oliveira, natural de Joaquim Gomes–AL. Filha de Maria Antônia de Oliveira e José Ailton Carneiro é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Alagoas- UFAL, pós-graduada em Gestão Educacional pelo CEAP, Especialista em Antropologia pela UFAL e Mestranda em Antropologia pela UFS. É professora de Sociologia no nível médio.



Aldjane Oliveira


Afro-religiosos: discriminação e marginalização na sociedade cristã

         
Este é o segundo artigo na sequência de três, readaptado para o Campus, a partir do trabalho de conclusão de curso do curso de Licenciatura Plena em Ciências Sociais, Orientado pela Professora Dr. Rachel Rocha, que teve como titulo original: Construção da identidade dos afro-religiosos na cidade de Joaquim gomes-al: dificuldades para o processo de autoafirmação foi apresentado em 2011.

         Esta pesquisa teve como principal foco a reflexão a respeito da construção identitária dos filhos de santo e sua afirmação enquanto tal em determinados ambientes sociais ou ainda o sileciamento da mesma em detrimentos de percepção da possibilidade de sofrer discriminação. Assim como traz reflexões a partir de falas e opiniões de cristãos (evangélicos, católicos) a respeito do povo de santo.

 A antropologia tenta interpretar os sistemas e segmentos culturais (a exemplo de grupos/casas de culto de matriz africana), de forma a considerar suas particularidades, suas singularidades, mas também sem desligar suas características do todo, podendo também estabelecer comparações entre sistemas e grupos estudados, porém sem ditar verdades absolutas, pois apenas tenta interpretar um pequeno fragmento da realidade analisada. “... A tradição antropológica passa a interpretar os sistemas culturais como regulados por uma lógica inconsciente, transcendendo assim a possibilidade de controle absoluto dos processos culturais pelos indivíduos” (BIRMAN, op. Cit. p. 22).

Contudo, os “conhecimentos”, como os da psicologia e da psiquiatria, se tornam conhecidos pela sociedade, são disseminados e somados a outros falsos argumentos contribuindo para a rejeição e a discriminação das religiões de matriz africana e da cultura negra em geral.

  Discriminação na organização espacial do negro 

Há um elevado nível de discriminação e preconceito que a sociedade em geral dirige ao negro, preconceito esse que, muitas vezes, nem sabem justificar, e que é movido por critérios como a cor da pele, a camada social a que pertence o indivíduo alvo de preconceito, a religiosidade praticada, enfim, são muitas as falsas desculpas ou justificativas para se apontar como negativa a cultura negra, sua religiosidade, sua criatividade musical, seus gingados, seus costumes, seu modo de viver.

Comecemos por observar os aspectos de “organização” dos espaços urbanos, onde desde há muito tempo, em consequência da discriminação étnico-racial, do conservadorismo, do monopólio do poder econômico pelas classes mais abastadas, os negros, desde o princípio da sociedade brasileira, ocuparam lugar marginal e foram marginalizados na organização urbanística de nosso país.

Em época de escravidão, os negros ocuparam as senzalas e os quilombos, afastados do convívio dos brancos; após a abolição, que não lhes deu possibilidade de vida digna, ocuparam as margens das cidades grandes, lá estando e sendo excluídos das mesmas, sendo proibidos de entrar em lugares que eles mesmos construíram, como teatros, clubes, lojas e até escolas. E num processo histórico continuo de exclusão foram impelidos dos grandes centros, formando, posteriormente, as periferias, os subúrbios e as favelas, que não por acaso são os espaços esquecidos e sem assistência dos serviços básicos.

E hoje? Onde estão os negros, em sua maioria? Hoje ocupam ainda o espaço marginalizado das inúmeras favelas existentes pelas grandes capitais. E nas cidades menores, essas delimitações espaciais não são diferentes, nelas também os negros ocupam os lugares periféricos, bairros mais afastados, mais “violentos”. Assim, em nossos estudos, não foi encontrado um terreiro sequer no bairro central da cidade de Joaquim Gomes, evidenciando assim, a marginalização espacial dos mesmos e do povo de santo em geral.

Contudo, dizemos que esse sistema de delimitação territorial de atuação social dos atores negros é intrínseco ao processo histórico brasileiro. Assim como em Maceió do início do século XX:



Dentro desse conceito é que foi imposta uma dinâmica de crescimento urbano da cidade de Maceió onde a primeira década do século XX é parte significativa desse processo. Vários fatores contribuem para isso. Inicialmente, observamos que o grande fluxo populacional emergia das lavouras de cana-de-açúcar para a capital, o que fez com que a cidade literalmente “inchasse” em menos de dez anos. Claro que os problemas avolumaram-se e as obras de infraestrutura faziam-se necessárias. O crescimento da cidade de Maceió obedecia ao sentido do distanciamento das classes. Ao tempo que as classes mais abastadas monopolizavam o aspecto residencial do centro da cidade, as classes menos favorecidas estavam sempre à margem desse centro. Esse processo acentuou profundamente a hierarquização, não só social, mas espacial de Maceió (RIBEIRO, 2008, p. 43).



Assim, como o negro em sua maioria encontra-se em espaços, funções e cargos marginais da sociedade, também ocupavam lugares marginais suas casas de culto aos Orixás e suas moradias. As casas religiosas, que no campo investigado (Joaquim Gomes-AL) geralmente funcionam na frente ou nos fundos das casas dos Babalorixás e Yalorixás. Sobre as formas de organização dos cultos BIRMAN observa:



As casas de cultos de umbanda, na sua maioria, possuem a peculiar propriedade de serem quase invisíveis aos olhos dos leigos. Ao contrário das igrejas cristãs, que ocupam pontos de destaque na geografia urbana, os terreiros são difíceis de encontrar, o que é compatível com o lugar social da religião na sociedade (1983, p. 73).



Essas características dos cultos de matriz africanas, principalmente em Alagoas, são muito fortes; na tese de mestrado de Rafael (2004) é exposto o aspecto de que após o episódio do Quebra, as pessoas que ainda realizavam algum tipo de homenagem ou culto aos orixás, faziam tudo em total sigilo e silêncio, sincretizando ainda mais os santos católicos aos orixás, para disfarçar as crenças e rituais aos olhos dos repressores.

Recriando-se então os costumes religiosos locais, esforçando-se ao máximo para não chamar a atenção das autoridades, possivelmente tais cuidados também contribuíram, em Alagoas, para reforçar o aspecto discreto das casas de Xangô/ Terreiro. Sem descartar também a repressão em nível nacional feita aos terreiros pelos órgãos repressores que utilizam a força, fato que possivelmente contribuiu para essa quase invisibilidade dos terreiros.
  
 O grau de escolaridade dos afro-religiosos, fator de influência/dificuldade na/para autoafirmação?

Um fator que influencia a autoafirmação da identidade afro-religiosa, assim também para uma defesa da sua religiosidade perante a sociedade e seus respectivos órgãos e/ou instituições, é a questão da escolaridade dos adeptos, dos praticantes de religiões de matriz africana.

 Entre as pessoas pesquisadas em nosso estudo observamos que o grau de escolaridade dos adeptos do Candomblé e da Umbanda, religiões afro-brasileiras, situa-se entre analfabeto e ensino fundamental, sem alcançar sequer o nível médio, tendo como consequência, portanto, pessoas “menos esclarecidas” em uma sociedade onde se exige cada vez mais informação e estudos. E nisto também o povo de santo, e o negro em geral, ficam para trás na corrida louca desta nossa sociedade.

 Em contrapartida, entre os pesquisados de outras religiões - católicos e evangélicos - o grau de escolaridade - com exceção de um entrevistado que declarou ter o ensino fundamental - ficou entre ensino médio, superior e até pós-graduação tendo, portanto, estes, maior possibilidade de mobilidade social e de argumentação e de defesa de seu ponto de vista a respeito de sua escolha religiosa.

Até que ponto o grau de escolaridade de uma pessoa pode influenciar ou determinar, uma autoanálise e um grau de firmeza e argumentação na declaração de sua identidade religiosa? Por exemplo, a identidade religiosa de um indivíduo, quando esta, além de tudo, é discriminada e tachada de demoníaca, como é o caso, frequentemente das religiões afro-brasileiras. Há também outro problema nesta questão da autoafirmação religiosa: a não aceitação da religião por outros membros da família. Uma Yalorixá que foi entrevistada durante a pesquisa, afirmou que tem três filhas que se tornaram evangélicas e que estas não aceitam a prática religiosa da mãe. E foi também perguntado a um filho de santo, com dezoito anos de idade, se ele sofre preconceito em sua casa ou por parte de seus familiares por praticar sua religião, ao que este respondeu “me colocaram pra fora de casa, meus irmão se intrigaram de mim...”. Ele ainda disse que se sentiu excluído na escola em que estudava, pois se candidatou a presidente do Grêmio e só teve os votos da própria sala, dando a entender que sua opção religiosa pesou neste caso [i].

Com esta análise de preconceitos sofridos, percebemos que os afro-religiosos mais jovens parecem ter uma maior percepção do preconceito, por exemplo, o mesmo jovem de dezoito anos acima citado, disse que já sofreu com “piadinhas”, principalmente dos crentes, e acrescenta: “mas nós não nos importamos com eles”; outro entrevistado diz que fica mais triste, quando a discriminação e as piadinhas vêm de pessoas para quem ele já fez benefícios (curas) e essas mesmas pessoas depois falam mal dele e de suas práticas. Percebemos aqui um ressentimento de servir e não ser sequer respeitado.

Já os mais velhos, os de mais idade, não respondem com precisão sobre o fato de sofrem discriminação, observamos também que estes não têm uma vida social tão ativa, participativa, dificultando em dobro a percepção de práticas discriminatória. Provavelmente, este afastamento dos espaços sociais que os privam do convívio mais direto com a sociedade, leva os filhos de santo a uma certa exclusão. Alguns afirmam preferir ficar em casa, “cada um no seu canto para evitar fofoca”; possivelmente isto é uma forma de evitar, de fugir de ambientes que lhes possibilitem a sensação de mal-estar ou de se sentirem discriminados, embora o conceito de discriminado não faça parte do vocabulário dos mais velhos, talvez, por isso mesmo, não saibam o seu significado chegando alguns a afirmar que não se sentem assim. “Certa vez uma mãe de santo me falou que ela havia iniciado a sua vida mediúnica num centro “de mesa”, mas como era analfabeta e não tinha escola, não pode continuar lá” (BIRMAN, 1983, p. 92).

Então vejamos uma atual mãe de santo, que fez uma iniciação em “centro de mesa”, ou seja, centro espírita Kardecista, se viu impossibilitada de continuar ali, pois lhe faltava ser alfabetizada, lhe faltava à escolaridade para se inteirar das discussões e de formações. Esta encontrou na umbanda uma possibilidade real de participação sem necessitar da leitura que lhe faltava. Sem a tal escolaridade, não se sentiu a vontade naquele ambiente “de mesa”, kardecista, mas se sente acolhida e mais à vontade entres os cultos de umbanda.

Isto nos remete a Durkheim quando, em outras palavras, diz que as religiões surgem para satisfazer as necessidades de explicações de certa comunidade em um determinado tempo. Assim, esta passagem acima nos diz muito sobre a necessidade de cada religião para determinados grupos sociais, mesmo na atualidade. Há muito tempo, diferenciados grupos religiosos entram em constante conflito, em uma constante disputa, uma vez que coexistem numa mesma sociedade.

Uma contrapartida é o grau, o nível de apreensão das informações que os afro-religiosos têm de suas práticas religiosas, o conhecimento que eles adquirem para poder exercer a mesma.

A esse conhecimento religioso e das ervas também, eles chamam de “ciência”, como a Yalorixá Dona Lia (Terreiro Afro São Jorge Candomblé Cigano, que funciona em Joaquim Gomes-AL) relatou: “a ciência, quem tem, tem!”, ou seja, a sabedoria religiosa que esses babalorixás e yalorixás têm é como se fosse um grau indicativo da liderança religiosa entre eles, que independe do grau de escolaridade, mas dependem sim de serem escolhidos pelos seus orixás e reconhecidos pelos seus iguais, perpassando pelas aprendizagens das práticas cotidianas do terreiro, com dedicação e predisposição.

O olhar cristão sobre os afro-religiosos

Neste tópico, apenas pretendemos mostrar com base nas respostas obtidas com a aplicação dos nossos questionários, aplicados em 2010, a visão que os evangélicos, principalmente, mas também católicos e testemunhas de Jeová têm daqueles que praticam as religiões de matriz africana.

Quando perguntados: “Em sua opinião, hoje em dia, as religiões estão respeitando o espaço de atuação umas das outras?”, 60% dos entrevistados responderam que sim, que há respeito entre as religiões, quase sempre comparando a situação atual com o passado histórico, alguns lembram que hoje é lei a liberdade religiosa no Brasil, porém sempre ficando no ar uma discordância deste quesito, particularmente quando a natureza das respostas era checada por outras perguntas na mesma direção.

Dentre os entrevistados, 95% afirmaram que não tem amigos ou conhecidos que pratiquem o Candomblé ou Umbanda, com apenas uma exceção: um líder da Igreja Universal, que revelou que sua família, no passado, praticava a Umbanda no Rio de Janeiro, “mas hoje não tem mais ninguém, tornaram-se evangélicos”.

Dos entrevistados, 90% afirmaram que se tivessem amigos ou conhecidos que integrassem o Candomblé ou a Umbanda não frequentaria a casa deles, a não ser se fosse para “pregar a palavra”, e quando perguntados se fossem convidados a visitar um terreiro, 90% deles responderam que não iriam, pois “só se for pra desfazer”, ou “porque não ficaria bem” ou, ainda, “até porque devemos distribuir o nosso tempo com momentos que nos faça crescer como pessoas e filhos de Deus”. Sobre essa mesma questão, um deles afirmou:



 olha, depende... vou ser sincero, não! Porque a gente vai muito pela palavra de Deus, a luz, ela não se dá com as trevas, e por mais que a gente é amigo, religião não influi né? Mas eu não iria. Eles estão indo pelo caminho errado né? [...] Depende, a gente visita pra desfazer, né? Mas pra visitar não. Pra tirar tudo, desfazer. Leva pra queimar, quando a pessoa se torna evangélica, aí ela ver no pastor a força...[ii].



Quando perguntado, aos protestantes/católicos: “Se você recebesse a visita de um filho de santo na igreja em que você participa, tentaria convencê-lo a se converter?” 35% responderam que sim e 65% responderam que não; houve resposta como: “iria mostrar na Bíblia se a religião que ele participa é algo que agrada a Deus ou não”, e ainda “sim, para que essa pessoa obtivesse a salvação” e também “eu ia tentar mostrar pra ele que o caminho que ele tá seguindo é errado, o evangélico é pra tentar converter mesmo, mostrar que o caminho é Deus”.

Foi também perguntado o que pensavam das pessoas que tentam convencê-los (aos evangélicos, católicos e testemunhas de Jeová) a mudar de religião e tivemos como respostas: “convidaria esta pessoa a estudar a Bíblia” ou “eu não daria ouvidos ao que esta pessoa falasse”. Percebemos claramente aqui que, quando é para convencer os afro-religiosos a mudarem de religião estão prontos para a batalha, mas não admitem que façam a mesma coisa com eles.

Quando perguntados se “empregariam em sua residência uma pessoa adepta das religiões de matriz africana?”, as respostas foram divididas; 50% disseram que empregaria e 50% disseram que não, mas ficando bastante perceptível uma certa desconfiança e desconforto com a hipotética situação; um dos entrevistados respondeu que empregariam sim, mas que tentaria convertê-la.

 Sobre a pergunta: “Você concordaria se os terreiros divulgassem suas atividades religiosas fazendo uso de alto-falante, panfletos e visitas às casas?” 30% dos entrevistados responderam que sim; 60% responderam que não e 10% não quiseram responder, porém aqueles que responderam sim, o fizeram com um ar de desconforto e lembrando que é direito deles, mas aparentemente, foram respostas afirmativas quase forçosas, pois não ficaria bem para um cristão revelar um desejo de querer tirar a liberdade do próximo.

Quando aberto um espaço para expressarem o que pensam sobre as religiões afro-brasileiras, tivemos respostas tais como “Entendemos aquelas formas religiosas que os antigos trouxeram da África e com as quais houve no Brasil um trabalho, sumário e artificial de cristianização”; ou ainda “São práticas abomináveis por Jeová e que serão destruídas por Jeová”.
  

Identidade afro-religiosa

Todos esses aspectos contribuíram para a construção de uma identidade religiosa que tem receio de se afirmar enquanto tal. Os adeptos das religiões afro-brasileiras se encontram em uma sociedade onde sua construção ou o conhecimento historicamente construído é o de que a cultura e a religiosidade dos negros sempre foram visadas como algo negativo e também foram reprimidas suas práticas perante a sociedade como um todo.



A identidade é, assim, marcada pela diferença [...] A diferença é sustentada pela exclusão [...] A identidade é marcada por meio de símbolos. [...] Existe uma associação entre a identidade da pessoa e as coisas que a pessoa usa [...] Assim a construção da identidade é tanto simbólica quanto social (WOODWARD: 2000, p. 9-10).



Portanto, sendo o negro quase sempre representado de forma negativa na sociedade brasileira, sendo o “diferente” da normalidade, tal situação se reflete na questão da autoafirmação religiosa quando se trata do pertencimento religioso afro-brasileiro. Desde criança, o ser humano não quer ser associado ao negativo, ao desagradável, ao ruim ou ao “mal”, adjetivos que muitos associam à religiosidade afro-brasileira, causando assim um impasse na constituição da identidade dos indivíduos, levando muitos a não afirmarem, em alguns ambientes da sociedade, suas origens e sua herança cultural e religiosa.

Contudo, o grau de escolaridade se torna um fator importante para a defesa e argumentação de sua Religião, pois assim se tem uma possibilidade a mais de se sentir seguro das próprias palavras e firme na defesa de sua cultura e religião de matriz africana .




Bibliografia



BIRMAN, Patrícia. O que é Umbanda? São Paulo: Brasiliense, 1983.



DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 2003.



RAFAEL, Ulisses Neves. Xangô rezado baixo: um estudo da perseguição aos terreiros de Alagoas em 1912. Rio de Janeiro: UFRJ/IFCS, 2004.



RIBEIRO, Antônio Daniel Marinho. “Formação do campo ideológico no processo de satanização do xangô durante a Oligarquia dos Maltas, Maceió/Alagoas,1901-1912”. In: Kulé-Kulé: Religiões Afro-Brasileiras/ Bruno César Cavalcanti, Clara Suassuna Fernandes, Rachel Rocha de Almeida Barros (orgs.). Maceió: Edufal, 2008.



WOODWARD, Kathryn. “Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual”. In. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais/ Silva, Tomas Tadeu da Silva (org.). Petrópolis, RJ: Vozes, 2000





[i] Entrevista realizada com Vinícius Pedro da Silva, em 06/09/2010, no Terreiro denominado Centro Espírita São João Batista, situado no bairro Casal, em Joaquim Gomes- AL.


[ii] Entrevista com um líder neopentencostal, datada do dia 09/08/2010, em Joaquim Gomes- AL.

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