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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Macacos me mordam: o belo saguim.IUrbanização e os bichos

Estas fotografias são da autoria da jornalista e amiga  Olívia de Cássia Correia de Cerqueira que me permitiu fazer intervenções nelas.

Sempre fui ligado a saguim e jamais negaria que somos primos. Tudo se marca em minha infância na Rua da Penha em Penedo. Criei dois. Um se chamava Chico e outro era o Seu Nome. Eu fica buzina da vida quando perguntavam o nome do Chico; o outro já fui chamando de Seu Nome.  Ambos viraram pessoas da família, convivia conosco e, sem estarem presos, jamais fugiram ou foram embora. Passavam muitos por lá.












Chico morreu de morte morrida, era um filhotinho que andava perdido no quintal. Minha mãe teve pena, recolheu e me deu para tomar conta. Ele dormia em meu quarto, dentro de um cestinho cheio de panos para ele se aconchegar. Acho que foi atacado por um guabiru. E cuidei mesmo dele.











Seu Nome morreu afogado. Era criado completamente solto; nenhum, dos dois tinha restrição de movimento. Naquele tempo, Penedo não tinha água encanada, a gente comprava as ancoretas, carregadas no lombo de jegue. Mas dava às vezes para juntar  e sempre se manteve dois tonéis lá em casa. É daí que vem o trágico: segundo minha mçae dizia, ele olhou, viu seu reflexo na água e pulou.

Eles estão enterrados na velha casa da Rua da Penha. Coloquei numa caixa de sapato, cavei a cova, enterrei com missa e tudo.

Jamais os esqueci.
Sei que um nçao pode ser igual ao outro. Como poderiam conviver?

Hoje, estão urbanos, vivendo nas poucas árvores que sobram, pela cidade.



Será que faço uma péssima etnozoologia ou uma bela recordação?

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