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sábado, 24 de maio de 2014

Rio São Francisco: Penedo. Circa 2012.



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Novamente Penedo vem à tona. É parte de minha vida, Não sei pensar e nem viver sem que Penedo aflore nas mais diversas lembranças. Olho para a cidade como se procurasse o tempo que não perdi, que não sei onde guardei mas sei que existe. Será que é um tempo místico ou mítico? Não sei: é meu tempo mas às vezes não tenho qualquer intimidade com ele.
Toda vez que fotografo Penedo, fica uma dúvida: fotografei a cidade ou a mim mesmo?  Sei que sou mais do que eu mesmo, pois o rio me faz maior e, assim,  saio somando tudo, inclusive a torre das Igrejas.

Seria falta de educação ver uma cidade adormecer?


Começar a remexer na cama e pensar no que viveu durante o dia?

Quando a cidade se recolhe, o rio acompanha, pudicamente  acompanha!

Pois a sombra começa  a sombrear e a luz continua a alumiar!
E a noite vai chegando, o sol atravessa para Sergipe!
 E a cidade começa a se cobrir!
Penedo vai dormindo!

A cidade dorme!

Enquanto ela dorme, eu fico acordado e esperto nesta casa onde morei até a avançada idade de seis anos. Cajueiro Grande. Depois é que fui morar na Rua da Penha. E fiquei tão esperto, que encontrei a casa de minha primeira professora: dona Maria José.

E enquanto durmo, a cidade recomeça a acordar!

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