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sábado, 2 de abril de 2016

sexta-feira, 18 de março de 2016

Banco de Imagem. Cássio Júnior Ferreira da Silva. Aldeia Fazenda Canto






Brazilian indians, Indiens du Brésil, indiani brasiliani, Xucuru-Kariri, Fazenda Canto, Palmeira dos Índios, Alagoas




Estudante de história e colaborador do blog 



Galeria de fotos da Aldeia Fazenda Canto

Cássio Júnio Ferreira da Silva


A entrada do aldeamento

 
A Igreja do aldeamento
As fotografias a seguir mostram alguns dos principais pontos da aldeia indígena Fazenda Canto, pertencente ao povo Xukuru-Kariri, logo na entrada principal e única acessível por carros, temos uma placa que indica a presença do programa ‘ minha casa minha vida’, na aldeia.  Localizado em um dos pontos mais altos temos um templo da igreja católica;  quanto às moradias em geral, são casas de alvenaria de pequeno e médio porte e contam com água encanada inclusive com um pequeno sistema de tratamento de água, entretanto este sistema comtempla apenas uma pequena parcela da população. A outra parte da população que não é comtemplada com a água boa para consumo faz uso de água das nascentes localizadas na aldeia; temos ainda como recurso hídrico, uma barragem de grande porte que todavia esta consideravelmente abaixo de seu nível normal devido ao longo período de estiagem.


Rua do aldeamento


A aldeia conta ainda com posto de saúde para primeiros atendimentos, uma escola que dispõe de ensino fundamental e médio, um posto indígena da FUNAI, uma casa para fabricação de farinha que é de uso comunitário, e, como falado no inicio do texto, a comunidade foi contemplada com 50 casas do programa ‘minha casa minha vida’ que atualmente estão em construção; temos ainda um campo de futebol onde ocorrem jogos todos os domingos.
Tratamento d'água
Existe ainda uma área de retomada do território tradicional Xukuru-Kariri; temos algumas construções como uma oca que é utilizada para dançar toré em algumas ocasiões, as moradias nessa área são de taipa, e como principal prédio temos a ‘casa da resistência Maninha Xukuru-Kariri’ símbolo de luta e local utilizado para a reunião da associação de moradores todos os primeiros domingos dos meses, também é possível evidenciar uma produção agrícola cultivada de forma agroecológica. 

Posto de Saúde

Escola de 1º e 2º Graus

Açude



 





Minha cada, minha vida

O campo do futebol

A dança do toré

Casas na retomada

Casa de farinha comunitária

Trabalho na agricultura

sábado, 5 de março de 2016

Autor: MORAES, Luan. Tema: Memória e cotidiano. Palmeira dos Índios



 Estudante de história da UNEAL, Campus III
A foto de Dona Inocência pertence ao Núcleo de Estudos Políticos Estratégicos Filosóficos do Curso de História da UNEAL-Campus III.



HISTÓRIAS DA VOVÓ (II): o que aconteceu com a mulher mais gorda de Palmeira dos Índios?



Luan Moraes
Vimos anteriormente que as histórias sobre Dona Inocência Colatino, considerada a mulher mais gorda de Palmeira dos Índios, ganharam diferentes versões; "contos" e os diversos mexericos que popularizaram essa personagem ainda fazem parte do cotidiano de algumas pessoas da cidade, especialmente os mais velhos. Acredite, ou não, as histórias eram exageradas! Sim. De acordo com o comerciante Patrício Colatino Ferreira, filho caçula de Dona Inocência, as pessoas:



Exageraram demais, principalmente na quantidade de comida! Mas o pessoal aqui, na época, quando nós viemos pra cá tinha o prefeito, que era Jota Duarte, seu Eraldo, Dom Otávio Aguiar que era o bispo da época aqui que ajudou muito e a Sociedade de São Vicente de Paulo que cedeu aquela casa lá pra ela. Ela tinha problemas de saúde, aí levaram na época doutor Remi e o dentista que eu não lembro quem era. A gente tinha que trazer ela pra cá, fazer o procedimento, ela tinha diabetes uma série de coisas. Ela tinha pressão alta e exigiu que trouxesse pra cá pois aqui tinha a melhor equipe médica da época. (Relato do senhor Patrício Colatino Ferreira)



Como podemos ver o senhor Patrício Colatino Ferreira, acompanhou de perto todo o drama de sua mãe. Ela tinha problemas de saúde que a deixaram com excesso de peso (disfunção da glândula tireóidea) e além disso, qualquer ferimento, por menor que fosse, deveria ser tratado por médicos, pois o diabetes fazia com que ficassem inflamados rapidamente e tornava o tratamento mais complicado.

Outro fato curioso e que permeou a fala do senhor Patrício Colatino, foi sobre seu nascimento. Por conta do excesso de peso sua mãe não sabia que estava grávida, isso até sentir as contrações do parto. Sobre esse curioso caso, envolvendo nossa personagem o bem humorado comerciante explicou que



[...] pelos sérios problemas de saúde e como não vinha a menstruação, ela achava que por causa da doença. Aí quando apertou as dores! Corre! Chama uma parteira! Nasceu essa autarquia que vos fala! E ainda herdei o enxoval e roupas do filho da vizinha. Herdei a roupa todinha, o enxoval. Não tinham se prevenido de nada, a sorte foi que a vizinha tinha perdido o bebê.



O filho de Dona Inocência é um comerciante local, dono de uma farmácia localizada em uma das principais avenidas de Palmeira dos Índios. Seus irmãos, assim nos conta, também construíram suas vidas por aqui, a exceção do mais velho já falecido. Os demais são donos de estabelecimentos comerciais e conservaram a casa de dona inocência com todos os seus pertences.

Ao ser questionado sobre o que achava das histórias mirabolantes construídas e popularizadas sobre sua mãe o comerciante achou graça e respondeu que muitas pessoas, sem saber quem ele realmente era, vinham lhe falar de sua mãe. Chegou a ouvir que a doença de sua mãe se tratava de fome canina (acho que isso é um atributo dos cachorros) e que comia quilos e mais quilos de carne, acompanhados, é claro, de litros e mais litros de leite. Ele enfatiza que “[...] recentemente, duas pessoas vieram me falar. Eu disse ohhh vocês estão errado. Vocês não conhecem, vocês não sabem a realidade. E vocês sabem quem são os filhos dela? Pois eu sou um deles!”



Patrício Colatino
Ainda sobre a situação de Dona Inocência, seu filho nos revelou que ela chegou a pesar cerca de 240 (duzentos e quarenta) quilos. Porém quando faleceu, havia emagrecido e foi sepultada com 120 (cento e vinte) quilos. Disse que seu enterro foi simples, porém a população da cidade estava em peso para aquilo que era considerado o maior acontecimento da época. Um ano depois, o senhor Joaquim, esposo de Dona Inocência também faleceu.

Após todos esses acontecimentos, os filhos não se preocuparam em contradizer os jornais e revistas da época, que insistiam em aumentar os fatos como forma de atrair o público pela curiosidade. O Senhor Patrício finalizou sua fala dizendo que sua mãe não era apenas o conhecido personagem de Palmeira dos Índios e que conheciam o seu lado mais importante: o humano.  Dona Inocência gostava de costurar em sua máquina de manivela, tinha um gosto especial por flores. Era religiosa e vivia com rosário ou terço em suas mãos. Sua casa está localizada na Rua Major Azarias, número 142 em Palmeira dos Índios – Alagoas. 

Para finalizar, podemos concluir que a personagem Dona Inocência Colatino fora construída e popularizada na região, tanto pelos relatos e histórias passados de boca em boca, quanto pela mídia da época. É importante dizer também que a Palmeira dos Índios que conhecemos lembra muito pouco a de outrora, onde as histórias e contos eram levados à sério, como se fizessem parte da nossa realidade. E por que não acreditar?

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Alagoas: Palmeira dos Índios em revista

City. History. Architecture. >>  Cittá Storia. Architettura >> Cité. Histoire. Architecture.


Casa de Graciliano Ramos


PALMEIRA DOS ÍNDIOS: a glória de um passado registrada em tijolo

Luan Moraes dos Santos
Estudante de história
Todas as fotos são de autoria de Luan Moraes dos Santos



As fotos que você vê, caro leitor, são de pontos importantes de Palmeira dos Índios, cidade do interior de Alagoas que gozava, outrora, de um considerável crescimento econômico e urbano. Começamos pela suntuosidade da Catedral Diocesana com suas delicadas feições, com o piso liso feito de mármore cortado em pedras pequenas e grandes como se fossem ladrilhos irregulares e seu altar de onde facilmente podemos enxergar os doze apóstolos esculpidos demostrando diferentes posições. Ao centro está Nossa Senhora do Amparo a padroeira do Município.
Logo ali, no centro de Palmeira dos Índios, bem próxima a Catedral encontramos a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída por negros que não podiam acompanhar as missas na matriz. Pequena, mas de aspecto agradável, hoje é a sede do Museu Xucurus, fundado pelo curioso e literato Luiz B. Torres e Dom Otávio Aguiar, primeiro Bispo de Palmeira dos Índios. Também temos estabelecimentos comerciais que preencheram os antigos prédios de outros estabelecimentos, como não admirar o edifício da OAB em tempos onde as construções são tão comuns? E as casas de diversas formas, com suas fachadas enfeitadas com detalhes ondulados, quadrados, triangulares como um bolo coberto com chantilly que toma forma de acordo com a expressão e sensibilidade de seus confeiteiros?
Enfim, resquícios de um passado que os comerciais e propagandas, inutilmente, escondem. Memórias de um passado de luxo gravadas no concreto que duram, as vezes não tanto quando desejamos. 


A Catedral Diocesana
Prefeitura Municipal

OAB em Palmeira dos Índios

Residência em Palmeira dos Índios

Posto Indígena Irineu Santos

Hotel Comercial

Comércio

Cristo do Goiti
Catedral
 
 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário