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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Banco de Imagens de Alagoas. Luiz Sávio de Almeida. A Pedra do Padre Cícero. 2012. Catolicismo popular





O objetivo do Bando de Imagens que criamos em 2010 consiste em gerar material para utilização por futuros pesquisadores sobre, especialmente, Alagoas. Para efeito de fotografias consideradas históricas e informações a elas pertinentes, sugerimos o site História de Alagoas: www.historiadealagoas.com.br




Clique e tenha acesso


https://youtu.be/hNrSYxnKMAc

sábado, 14 de junho de 2014

Catolicismo popular: a Pedra do Padre Cícero e o problema do feijão


Faço uma homenagem ao Padre Cícero, Beata Mocinha e Padre Cícero.
Uso uma música gravada por Luiz Gonzaga. Não pedi permissão e não sei se me atrevo contra direitos autorais. É apenas uma homenagem a um homem a quem devo imensamente na minha formação. Na verdade, escuto a minha avó Dondon cantando a homenagem à Santa Beata Mocinha. Seu Dono, o senhor desculpe e se mandar eu tiro.

Texto publicado em Contexto de 22 de janeiro de 2012 em Tribuna Independente. Para este blog, estamos utilizando material digitalizado e com gerenciamento das imagens realizado por Kellyson Ferreira, com a coordenação do Professor Antônio Daniel Marinho.


A Pedra do Padre Cícero e o problema do feijão
Luiz Sávio de Almeida




 Esta é uma pequena nota escrita após conversa com Cícero Lima, filho de José Lima (falecido, uns 20 anos), o homem que pagou sua promessa ao Padre Cícero, construindo a capelinha que fica em cima da pedra e também a grande que olha para a margem da estrada. É como se para a capelinha estivesse reservada a paisagem a leste, e à grande fosse reservada a mirada para sul, dando para um pé de serra e para o assentamento Santa Maria.
 
UMA VISITA CONSTANTE




Tenho estado no local, desde quando a estrada era de barro e sempre tive vontade de escrever alguma coisa sobre ele. Não conheci o José Luiz, mas sempre que passava e a porta da bodega estava aberta, eu tomava refrigerante e conversava com a esposa do romeiro. Sabia que o lugar havia resultado de uma promessa, mas não tinha a ideia de que tudo estava se transformando em um denso ponto do sagrado popular alagoano.
 
Hoje, o lugar não cresceu em termô de moradores, não se tornou uma das povoação do tipo sertanejo, mas existe cemitério para atender a redondeza e mais uma igreja foi construída, desta feita para abrigar a imagem de Santa Edvirges e que foi trazida pela mãe de Cícero Lima, justamente, da cidade do Juazeiro do Norte, cidade onde Padre Cícero está enterrado. O lugar é a casa de morada, a capelinha da Pedra, a capela vizinha, o cemitério e a Capela de Santa Edvirges. A capela grande foi sendo aumentada, na medida em que o lugar crescia como centro de devoção.
 
A beleza do termo redondeza
 
Este termo redondeza é interessante; é como se o mundo fosse pensado em círculo e de repente tudo termina em aparente sem mais e nem menos, com um ponto final deslocável. Absoluto mistério na construção das fronteiras. Quando é que o espaço deixa de ser e estar neste redondo? Mas lembro agora que existe também a palavra quadra, termo bem mais urbano, semelhante à ideia de quarta que fica em quarteirão.
 
O que se escuta, na verdade e no meio rural especialmente, é redondeza, indicação mais ampla do que vizinhança, um modo sábio de estabelecer limites, tão preciso quanto a medida do ali indicada, também, pela légua de beiço.
 
AS BENTAS TOALHAS


 Tudo começou em torno de uns 53 anos. José Lima sempre foi devoto do Padrinho e ia de caminhão ao Juazeiro. Não sei a graça que alcançou, mas foi o suficiente para fazer as duas capelas e lançar mais um santuário a cultuar no complexo montado em honra do Santo do Juazeiro. Aliás, é rara a localidade em Alagoas que não tenha uma imagem do Padre, praticamente tornada um padrão, com ele em pé, vestes sacerdotais e o cajado como se fosse um báculo caboclo. É como se o Padre não descansasse, tivesse de ser um Padre-andando desde os acontecimentos do sangue na boca da Beata Mariae o caminho tão longe e tão cheio de pedra e areia, como diz o bendito dolentemente cantado pelos romeiros que se aventuraram pelas antigas estradas sertanejas, hoje fitas pretas de asfalto, no desengonço da paisagem.
 
A SUBIDA AOS CÉUS
 
Sempre se tem uma pessoa pagando promessa, pois a vida e a promessa não têm data fixa e nem móvel. Apenas elas têm data a vir do cotidiano. O grosso, contudo, é no dia da morte do Padre Cícero. Tudo enche e tudo se esvazia em um de repente. E tem que ser assim pois o lugar nada tem do que chamam de equipamento urbano, embora pudesse se ancorar em outro canto, pois está a uns poucos quilômetros de Santana do Ipanema, talvez quatro léguas e meia, um pouco depois do Pai Manoel e um pouco antes de Dois Riachos, o antigo Garcia, povoado nascido de acampamento de cassacos que faziam a estrada, conforme me lembrou o Zé Pinto. Fora as casas do pé de serra e do assentamento, mais nenhuma. A terra termina no Sítio do Imbé e para ter casa vão ser precisos uns três a quatro quilômetros para traz do terreno; nem tem pelo lado direito e nem tem pelo lado esquerdo. A Pedra de fato é s e mais sozinha seria se não houvesse o assentamento. No dia 19 começa a chegar gente e, quando dá por volta de cinco da tarde do dia 20, tudo desaparece em um milagre. É gente que vem na maioria vestindo preto, algumas de luto carregado por conta da ida do Padrinho ao céu.
 
Caminhão de romeiro desapareceu. A fiscalização não permite. O que aparece é carro de passeio, camioneta, van, ônibus. E por aí chegam umas sete a oito mil pessoas e tudo enche, parecendo um formigueiro. É gente de Alagoas, Pernambuco, Bahia. Os povos deixam o rastro com mãos, pés, cruzeiros, tudo aquilo que demonstre o retorno ao santo, montado no material dos ex- -votos, narrativas e depoimentos feitos para testemunho da bondade do santo e, ao mesmo tempo, um solene agradecimento público deixando provas. 

 O POPULAR E A HIERARQUIA
 

É bem possível que tenha acontecido problemas com a
hierarquia católica da região, pois o Bispo chegou a proibir ]
que se rezasse Missa, um pouco  recuperando a desconfiança que a hierarquia sempre depositou sobre os poderes do Padre Cícero, sendo interessante verificar como o popular jamais foi realmente impedido de manter suas criações, com a força de Roma não sendo capaz de quebrar formas locais em parte derivadas das antas Missões.
O Bispo reconsiderou a questão que possivelmente enfraqueceria a vinda de pessoas, sempre aumentado o fluxo, quem sabe facilitado pelo asfalto, pela renovação e ampliação dos modos de acessos. Inclusive estava sendo pensada uma Missa mensal. Em parte, o problema era atribuído ao pároco, considerado muito rígido. Faleceu. Em 2009 não houve Missa. 

E O LUGAR SE ENCHE


O pessoal chega e aparecem por mais ou menos umas mil barracas, que ficam por detrás da •Igreja. E vendem tudo quanto é de coisa, como se fosse uma feira livre. Os romeiros praticamente não dormem. Começam a chegar por volta de uma hora da manhã do dia 19, ficam andando, zanzando, pagam a promessa e quando é cinco da tarde do dia vinte, praticamente todo mundo foi embora. 

No ano passado, 2009, foram 120 ônibus e entre todos os veículos tem-se em torno de 600. A escada é controlada para não haver acidente e nisso trabalham umas quaro pessoas e mais umas seis ficam nos lados do cemitério, onde, justamente, fica a feira. A segurança é dada pela polícia que aparece, mas não precisa, pois tudo fica aos cuidados do Padre Cícero e nunca se teve o menor acidente.

UMA MUDANÇA NA ECONOMIA
 
O pessoal de José Lima para viver ficou com o gado. Acabou-se a possibilidade de colocar roça e nisso vão embora a mandioca, o milho, o feijão, o que é chamado de lavoura de subsistência para quem tinha condição de assalariar. Bem em frente à Pedra do Padre Cícero, avista-se um pé de serra se desenhando no horizonte e mais para a beira da rodagem está o assentamento Santa Maria.

Hoje não interessa colocar roçado fora da linha da sobrevivência e isso se deve ao que acontece com a mão de obra, segundo a tese levantada pelo Cícero. Seria esta uma expectativa sertaneja? Poderia sua opinião ser estendida para o sertão? O problema seria o comportamento da força de trabalho, que tem de sair para ter ingressos monetários e vai para o açúcar alagoano, chega a Mato Grosso e Paraná. Isso teria diminuído o estoque de força de trabalho na região, encarecendo os custos para feijão, milho. A falta de disponibilidade de mão de obra maximiza os custos de produção.

Na medida em que isto ganhe escala, interfere na economia política do pé de serra e nos esquemas de produção que se desenvolvem. A roça feita na base do trabalho pago, oneraria a produção e seria melhor comprar do que produzir.
 
Esta análise leva a que se entenda a migração da mão de obra a reorganizar a produção local, na medida em que se efetiva em escala, deixando, portanto, uma  baixa disponibilidade e, por outro lado, demonstra o modo ou a sistemática de assalariamento.
 
Esta situação deve ter atingido enfaticamente a área, entre cinco a dez anos atrás, segundo Cícero. Ele argumenta a razão de saída como a necessidade de se ter ingressos monetários durante todo o ano, sustentar-se pelo dinheiro recebido mensalmente. Ficando no local, o trabalhador estaria circunstanciado pelo período de safra: não teria ganho mensal.
 
Não seria somente o quantum que estaria implicando, mas ele associado ao mensal. O período de safra não permitiria juntar ganhos para viver o ano. Foge à massa de recursos disponíveis para o gerenciamento da produção, a possibilidade pagar à força de trabalho ou ela estaria ajustada para efetivamente não pagá-la, devido a inúmeros fatores.
 
Há uma espécie de flutuação de sertanejo, não permitindo o retorno, a (re)fixação. O próprio assentamento estaria sendo afetado; fica o dono do lote, mas a mão de obra adulta sai. Esta movimentação institucionalizou o gato; existem os de fora e os locais. Os gatos passam a lucrar com a intermediação do fluxo.
 

E eles tanto suprem as usinas de Alagoas, como mandam para outros Estados. A mão de obra volante passa pela situação sertaneja. Isso afeta a agricultura e não à pecuária, atividade que envolve menor número de pessoas e que a própria mão de obra familiar pode dar conta. Ainda é possível ver muitos plantios, mas a área plantada teria diminuído. Há uma redução na área. A mandioca se deixou de plantar, as casas de farinha foram acabando.
 


Na medida em que se leva em consideração que o pé de serra vem perdendo a força de trabalho adulta, esta condição maximiza a função econômica da mulher e de menores? Seria algo a investigar, a discutir, ponderar. Cícero afirma que no tempo do pai, a pecuária e agricultura davam por igual. Hoje não. O que acontece no pé de serra? Com a mulher?
Na verdade,foi uma conversa de levantar boas pistas.









segunda-feira, 26 de maio de 2014

Memória e Cotidiano: às vezes a gente fica pensando que vai e termina nas raízes


memories, family history, recuerdos,  storia di famiglia,




Coisas antigas, guardadas no fundo do baú, começo de notas para a montagem de uma biografia





A ponte de Pirapora, um dia chego lá

ALMEIDA, Luiz Sávio de.Papo de Bar: eu ía para Pirapora, São Francisco no alto, mas fiquei por aqui mesmo, com o Tio Lourenço





Eu inventei de nascer em tempo de guerra e Maceió estava toda apagada, com medo de submarino alemão. Nasci e imediatamente fui de trem para a casa da Dindinha Nini na Capela, onde me batizei; por consequência, minha primeira viagem foi no trem maluco que saía fazendo vuco-vuco. É claro que cheguei vivo e meus padrinhos foram a Tia Nini (irmã de minha mãe), seu marido o Tio Isaías: Dindinha Nini e Dindinho Isais. Eles foram padrinhos de apresentar; os padrinhos de vela foram a Dindinha Leda e o Zé Edson. 
          Minha mãe sempre me ensinou a respeitar meus padrinhos e eles eram meus segundos pais; acontecendo alguma coisa grave com ela e com meu pai, tomariam conta de mim. Eu tinha de respeitar e jamais deixei de pedir a benção, o que fazia levantando a mão direita e de cabeça baixa. A cerimônia era simples e vinha um "Deus te abençoe!", um "Nossa Senhora te acompanhe!".
É depois que vinha o beija mão. Vez em quando, uma moeda saía do bolso da algibeira e existiam Getúlios de diversos valores, e já estou no tempo do cruzeiro, embora se  falasse em vintém e em tostões. Pataca e meia-pataca e patacão desapareceram, mas o miúdo do tostão e do vintém ficaram: dez tões... Vintém era a vigésima parte de cem centavos como fora do cruzado.       
    A gente aprendia que vintém poupado é vintém ganho, que algo sem importância não valia um tostão cujo superlativo era tostão furado: "Aquilo não vale um tostão furado.; dez réis de mé cuado!".   Tudo equivalia a não valer o que o gato enterra. 
       Será que nesse passo, meu amigo, eu ainda chego em Pirapora?

       Quem não ligava muito para este negócio de tomar benção era o Tio Lourenço que dizia: "Deus te abençoe cara de boi!". E aí vinha a algazarra da meninada. Era engraçada a forma como minha mãe falava; aliás deveria ser uma forma comum. Ao mencionar o nome de um familiar, sempre vinha o grau de parentesco dela ou do interlocutor com o personagem. "Lourenço, meu irmão...", "Lourenço, seu tio...". Isto sempre levava a um gesto que sublinhava a afirmativa, normalmente feito com a cabeça.
        Nossa, como estou longe de Pirapora... Ainda chego lá.
         Lourenço, meu tio, foi autor de frases
A Lagoa do Pé Leve no Pé Leve Novo
que jamais esqueci. Uma delas era a de que Almeida deveria ser marca de cachaça, a segunda, de acordo com ele, era para o nosso brasão: "Almeida, quando não pode, peida!".  Grande tio... Magro como uma vara de espeto, deitado numa cama a tossir, consumido pelo cigarro. Morreu com pouco tempo que o vi, mas depois fui olhar para ele já caveira, quando abriram o túmulo para não sei qual parente. Vi o tio gente e vi o tio caveira.
       
Tio Lourenço
Era um homem valente, um cabra disposto; morava mesmo era na Lagoa do Peleve, lá na estrada pro Limoeiro de Anadia,  muito depois da Cruz da Moça, mais para perto da Lagoa do que o Dindinho Isaías. Plantava fumo, era presidente da Cooperativa dos Fumicultores de Arapiraca, que ajudou a fundar. Ensinava e muitos conheciam como Professor Lourencinho.   Contam que o Tio Lourenço com raiva, não era mole, parecia um siri dentro de lata. Não vou estar falando do que sei, mas o veio quando se enfezava, saia da frente fio da peste que o trem da bichoca vai passar. 
        Morreu, não tenho mais qualquer tio. Ele estudou e ensinou  no Atheneu Quebrangulense, uma escola de meu pai, o velho Manoel de Almeida. Na realidade, por conta do vovô Fausto de Almeida, os dois eram primos. Ele me chamava de "Meu filho!".
           O nome dele era por conta de um outro tio, que vendeu o que tinha na Capela e foi morar no Juazeiro, montando uma casa de vender santo e sendo uma das pessoas de intimidade do Padre Cícero, o meu Padinho Cirço. Era casado com Tia Mocinha. Menina, o Lourencinho morreu da marrada de uma vaca braba que pegou nos quartos, lá dele. Tinha um filho, o Paulo que se acabou numa tragédia sertaneja. Vinha andando com uma tropa de burro por dentro da areia de um rio, o aguaceiro caiu, formou-se a correnteza que carregou ele e tudo o mais que encontrou.
             Mais cerveja?
          Eu me lembro do tio Lourencinho sentado numa cadeira de balanço a ler livro santo, a roupa de caqui e um lenço vermelho no pescoço, como usava Lampião. Tia Mocinha Mocinha, a bem dizer não falava. Ele era alto e magro, ela era baixa, atarracada, sertaneja. Se fosse hoje, que mina de informação. A minha avó Dondon foi lá onde estava ele.  Saiu da Capela montada em um cavalo e outro com tudo o que precisava e foi conversar mais ele e  meu Padrinho Padre Cícero. No meio da caminho, não é que se encontrou com o bando do Lampião! 

          O Capitão Virgulino gritou:
           P'ra onde vai Dona Maria?
           Vou pro Joazeiro, visitar meu Padrinho!
          Deixa a mulé passá, que é romeira do meu Padinho!
          E foi assim, que ela chegou lá.
           Deixa o resto para outro dia, que o garçom já tá cochilando.



Lourenço de Almeida 

(Retirado do site da Câmara de Vereadores de Arapiraca)

Lourenço de Almeida– Autodidata (Poeta, Professor, Prosador)

Em virtude de fortes divergências familiares, entre os Almeidas e Albuquerques, em 1919, juntamente com seus pais, residiu na Capital do Estado por 04 anos, onde aprendeu as primeiras letras com sua mãe dona Caetana. Em 1923, regressou à Capela, matriculando-se numa Escola isolada dirigida pela professora Francisca de Assis Maciel (Dona Chiquinha), ingressando no Grupo Escolar Torquato Cabral daquela cidade, no ano de 1924, no qual completou o curso primário no ano de 1929. 

No mês de dezembro daquele mesmo ano, empregou-se como “Almoxarife” da Usina Capricho, deixando o emprego em janeiro de 1930, por ser menor de idade, voltando a Capela, onde trabalhou de balconistas em lojas e padarias. No mês de março de 1931, deixou o trabalho para continuar os estudos no Colégio Paroquial, instalado pelo Vigário do Município de Capela, Padre Joaquim de Oliveira e orientado pelo professor João Spindola, que faleceu precocemente em fins de 1931. Em meados de 1932, transferiu-se para a cidade de Quebrangulo, onde matriculou-se no Colégio Ateneu Quebrangulense, dirigido por seu cunhado, Manoel de Almeida.

Durante seis meses, Lourenço de Almeida permaneceu em Quebrangulo, estudando e residindo na casa da irmã Maria José de Almeida, em fevereiro de 1933, regressou a Capela onde trabalhou na Prefeitura Municipal como auxiliar da Secretaria e Cobrador de Impostos, cargos que exerceu até abril de 1934.

Com o falecimento de seu pai em 04 de abril de 1934, e, estando sua mãe residindo na Cidade de Limoeiro de Anadia em companhia de sua irmã, Maria de Lourdes de Almeida desde 1932 e que era professora estadual, foi para aquela cidade, onde permaneceu até setembro do mesmo ano, retornando para a Cidade de Quebrangulo, com o intuito de continuar os estudos e ser Professor de Aritimética no Colégio Ateneu Quebrangulense.

Em Quebrangulo, permaneceu até setembro de 1935, regressando à Capela, onde trabalhou até março de 1936, como balconista de um armazém de secos e molhados do Senhor José Augusto Zumba, indo desse mês em diante trabalhar na agricultura em companhia de seu cunhado Isaias Oliveira de Almeida, casado com sua irmã Margarita Palmeirinha de Almeida (Nini), abandonando essa atividade em 05 de setembro, face ao convite que lhe fizera seu ex-patrão José Augusto Zumba, para ser apontador da plantação de algodão da Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos, no município de Rio Largo.

Nessa função, trabalhou até 10 de outubro de do mesmo ano, por haver sido convidado pelo Prefeito de Limoeiro de Anadia, Pedro Ribeiro de Castro, para ocupar o cargo de Secretário-Tesoureiro da Prefeitura Municipal daquele Município, interinamente, cuja nomeação se deu em 17 de outubro de 1936, através de Ato Administrativo assinado pelo Prefeito Pedro Ribeiro da Costa, de acordo com a Letra X do artigo nº 51 da Lei nº 1.240 de 17 de dezembro de 1935, e, publicado na Secretaria da Prefeitura no mesmo dia, mês e ano da sua assinatura. Em 11 de janeiro de 1937, foi efetivado no cargo, ocupando-o por 09 (nove) anos consecutivos.
]
Em novembro de 1940, casou-se com a jovem Limoeirense Alvacy de Souza Vieira, filha de Antonio Vieira Nunes e Amália Francisca de Souza, uma das mais prendadas senhoritas do burgo secular. Em 07 de agosto de 1940, nasceu-lhe o primeiro filho, José Rosival de Almeida: em 27 de outubro de 1944, nasce José Roberval de Almeida, seu segundo rebento, na cidade de Capela deste Estado de Alagoas, e, em 02 de novembro de 1945, veio residir em Arapiraca, a convite de seu cunhado Valdomiro Barbosa, casado com sua irmã, Maria de Lourdes de Almeida Barbosa, com a finalidade de trabalhar para o mesmo, na Força e Luz de Arapiraca Ltda, sociedade por quotas de responsabilidade limitada, distribuidora de energia elétrica, adquirindo na ocasião 70 (setenta) cotas-partes da referida sociedade.

Durante o período de 09 (nove) anos, que exerceu o cargo de Secretário-Tesoureiro da Prefeitura Municipal de Limoeiro de Anadia, demonstrou ser um homem de visão, espírito empreendedor, administrador público impecável, urbanizador e profundo conhecedor das finanças públicas, defensor incansável da economia municipal em benefício do progresso e desenvolvimento do Município. Com total apoio dos Prefeitos e dos Munícipes, urbanizou a Cidade com abertura de novas ruas, aumentou a receita municipal, enlargueceu as vias de comunicação do Distrito-Sede com os Distritos de Coité do Nóia, Junqueiro e Cana Brava (atual Taquarana) e com os Povoados de Cadoz, Boqueirão, Peri-Peri e Genipapo; aumentou o número de salas de aula do Município incentivando a educação; idealizou e construiu a ponte de madeira sobre o Rio Coruripe, possibilitando a intercomunicação da Cidade de Limoeiro de Anadia com as cidades das Zonas do Agreste e do Sertão, apoiou integralmente a instalação da Força de Luz de Limoeiro de Anadia, iniciativa do jovem empresário Valdomiro Barbosa em 1938; ampliou o Cemitério Municipal, reformou a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores. A sua decisão de residir em Arapiraca muito foi sentida pelos limoeirenses, quando tiveram conhecimento de seu pedido de demissão do cargo de Secretário-Tesoureiro do Município, nos seguintes termos:

“ Ilmº. Sr. Prefeito Municipal de Limoeiro de Anadia
Lourenço de Almeida, brasileiro, casado, funcionário público municipal, não desejando continuar no cargo que ocupa nesta Prefeitura, vem mui respeitosamente solicitar a V. S. se digne em lhe conceder demissão do referido cargo.
Nestes termos espera demissão
Limoeiro de Anadia, 17 de abril de 1946.
Ass. Lourenço de Almeida”.

Lourenço de Almeida foi, quando Secretário-Tesoureiro da Prefeitura Municipal de Limoeiro de Anadia, acima de tudo, um batalhador incansável pelo bem –estar dos munícipes, não poupou esforços, para tornar Limoeiro em termo eleitoral, face da distância e dificuldade de transporte para a sede da respectiva Comarca, Anadia. Foram anos de lutas e viagens a Maceió, para conseguir tornar realidade o seu intento, até que em 21 de julho de 1946, o Tribunal Regional de Justiça Eleitoral, através da Resolução nº 42, assinada pelos juizes Barreto Cardoso, M. Xavier Acioli, Artur Jucá, Osório Calheiros Gato e Antonio Guedes de Miranda, nomeou o cidadão Lourenço de Almeida, preparador do termo de Limoeiro de Anadia, da 4ª Zona Eleitoral, a qual foi entregue, ao Juiz de Direito Victor M. D. Botelho, da Comarca de Limoeiro de Anadia em 02 de agosto de 1945.

Homem íntegro em suas convicções políticas, tinha em Getulio Vargas a Esperança do Brasil, e apoiava todas as decisões políticas, administrativas e econômico-financeiras tomadas pelo Ditador, e, a prova disso, é quando foi criada a COMPANHIA SIDERURGICA NACIONAL, com um capital de Cr$ 500.000.000,00(quinhentos milhões de cruzeiros), dividido em 1.250.000 ações nominativas preferenciais com prioridade de dividendos de 6%, de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros) cada uma, sem direito a voto, e 1.250.000 ações nominativas ordinárias de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros) cada uma, foi o primeiro interiorano de Alagoas a adquirir uma ação da referida Companhia, de número 0389524, conforme Cautela nº 17.320, datada de 31 de janeiro de 1944, bem como, acreditando nas idéias do Presidente Juscelino Kubstchek de Oliveira, adquiriu 10 ações da PETROBRÁS (Petróleo Brasileiro), em nome de sua esposa Alvacy de Souza Almeida, inscrita no Livro de Acionistas preferências sob o nº p-1.181, conforme Cautelas nºs 1219 –05 (cinco) ações preferências de nºs 44811 a 44815, no valor de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros)cada uma, datada de 26 de março de 1958, e, 5.943 – 05 (cinco) ações preferências de nºs 185010 a 185014, também no valor de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros)cada uma, datada de 23 de setembro de 1958.

Fixando residência em Arapiraca, em 1945, nos meados de novembro, no Alto do Cruzeiro, depois na Rua XV de Novembro, no principio de 1946, em uma casa vizinha a chapelaria do Velho Chico Chapeleiro, defronte a casa do Cornélio e finalmente na Rua Nova, depois Praça Gabino Besouro e atual Marques da Silva, em finais de 1946 na casa que hoje pertence ao professor Manoel Bernardino de Oliveira, onde fundou o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) em Arapiraca, do qual foi o seu primeiro Presidente, ingressando dessa forma na política arapiraquense e dando total apoio ao cunhado Valdomiro Barbosa, candidato a Prefeito de Arapiraca, na Segunda-República, tendo como pilastra a união UDN/PTB, contra o candidato do PSD (Partido Social Democrático), Luiz Pereira Lima. Em uma das maiores e mais ferrenhas das campanhas eleitorais de Arapiraca, as urnas sufragaram o nome de Luiz Pereira Lima, Prefeito de Arapiraca, derrotando Valdomiro Barbosa, pela diferença de 42 votos.

Na cidade de Capela deste Estado de Alagoas em 21 de setembro de 1946, nasce o seu terceiro filho, José Roberto de Almeida. Após a campanha eleitoral, Lourenço de Almeida, restringiu-se a gerenciar e a cuidar da contabilidade de Força e Luz de Arapiraca Ltda e do Armazém geral de propriedade da empresa mercantil Pedro Barbosa & Filhos, que se localizava na Praça Manoel André, 21, com o nome de “Armazém Brasil”, e, também começou a escrever seus primeiros versos sem métrica e suas poesias, dentre as quais destacam-se em companhia de alguns, dos muitos de seus amigos, como João Ribeiro Lima, Antonio Lino Bereguedé, Domingos Lúcio e Valdomiro Barbosa, quando ouviram a voz de prisão dada por um sargento que comandava um pequeno destacamento do policiamento local, resistiram, e após uma breve troca de tiros, renderam-se e foram presos, exceto Valdomiro Barbosa que conseguiu evadir-se pelo fundos. Todos foram postos em liberdade dois dias depois, por ordem do então Governador do Estado, Doutor Silvestre Péricles de Góes Monteiro, retirando-se em vista disso para a Cidade de São Paulo, onde permaneceu até fevereiro de 1951, regressando a Arapiraca, continuou a trabalhar para Valdomiro Barbosa, nas firmas Força e Luz de Arapiraca Ltda e Pedro Barbosa & Filhos, conforme Registro de Empregados, nº de ordem 1, como Auxiliar de Escritório, com um salário de Cr$ 2.000,00(dois mil cruzeiros)mensais, para trabalhar das 07:00 as 17:05 horas com um intervalo de duas horas diárias e uma carga horária semanal de 48 horas, tendo como beneficiários Alvacy de Souza Almeida e os filhos José Rosival de Almeida, José Roberval de Almeida, José Roberto de Almeida e Jaçuamin Robson de Souza Almeida, este último nascido a 30 de abril de 1954.

Por insistência dos amigos, em 1954, voltou a interessar-se pela política, candidatando-se a Vereador, pela coligação UDN/PTB, sendo eleito primeiro suplente. Mais uma vez, em 1957, por novas incidências políticas foi preso, passando 13 meses, 03 dias, 04 horas e 15 minutos na Penitenciaria deste Estado, acusado por crimes que não cometera e nem praticara direta ou indiretamente, sendo declarado inocente de todas as acusações que lhes eram impostas, e posto em liberdade no dia 13 de maio de 1958, pelo Colendo Tribunal de Justiça de Alagoas, em sessão presidida pelo Emérito Doutor Desembargador Osório Gatto, funcionaram no feito, como relator o Exmº Sr. Dr. Desembargador Moura Castro e como Advogado o Bacharel Antonio de Góis Monteiro. Ainda se encontrava preso quando nasceu o seu quinto e último filho Jazon Romilson de Souza Almeida no dia 28 de novembro de 1957.

Voltando à vida livre por decisão unânime da Justiça Alagoana, assumiu o cargo que lhe cabia na Câmara deste Município, por morte do ilustre Vereador Benício Alves de Oliveira, continuando dessa forma na política candidatou-se no mesmo ano a Vereador pela coligação PTB/PSP, sendo eleito com elevado número de votos. Como em 31 de outubro de 1955, havia comprado uma parte de terras com 214 hectares pertencentes a Ursulino Antonio de Oliveira e Maria Gloria da Conceição, assentes no Povoado Pé Leve, denominado “Santa Cruz do Limoeiro”, cujo título de compra e venda passado em nome de sua esposa Alvacy de Souza Almeida, no cartório de registro de imóveis de Município de Limoeiro de Anadia, Estado de Alagoas,transcrito às folhas 76/77 do livro 39 sob número 2.556, pelo valor de Cr$ 20.000,00(vinte mil cruzeiros), resolveu, em junho de 1959, residir no Povoado da Lagoa do Pé Leve, do Município de Limoeiro de Anadia, voltando a Arapiraca no ano de 1962, para se candidatar a Vereador pelo PSP, sendo eleito primeiro suplente do Partido. Durante a sua permanência no Povoado Lagoa do Pé Leve, dedicou-se exclusivamente à agricultura e á agro-indústria da mandioca e da agave, e, adotou como legítima, a criança Rosileide de Souza Almeida e assumiu a tutela judiciária da menina Rosineide Maria da Silva, aquela nascida em 31 de dezembro de 1959, e esta em 24 de maio de 1958.

Dado a crise fumageira nesta região em 1963, juntamente com vários amigos, encetou a campanha pelo Cooperativismo, sob a orientação do sr., Francisco de Assis Gonçalves, então Diretor do Departamento de Assistência ao Cooperativismo, fundado em 15 de dezembro do mesmo ano a Cooperativa Agro-Pecuaria e Industrial de Arapiraca Ltda (CAPIAL), sendo eleito seu primeiro Presidente, cargo que exerceu por democrática vontade dos associados durante 13 anos consecutivos. Em 1965, a convite do Dr. José Moacir Teófilo, passou a dar aulas práticas de Contabilidade as três serie que compõem o Curso Técnico de Contabilidade, exercendo a função de professor de contabilidade e orientador contábil dos técnicos em contabilidade de Arapiraca e de cidades circunvizinhas até a morte, sendo, em vida, considerado como o mais completo Contador do Nordeste, dando inclusive conferencias sobre Contabilidade no Auditório da Universidade Federal do Recife. Em 1966, torna-se a candidatar-se a Vereador, sendo eleito com significante maioria de votos, graças à cooperação dos amigos e dos jovens estudantes arapiraquenses.

Lourenço de Almeida, de 1956 a 1962, dedicou-se a escrever crônicas literárias, que eram lidas por ele próprio, através do Serviço de Alto-Falante de Arapiraca, de propriedade do pioneiro em radiofonia em Arapiraca, José de Sá. Centenas de crônicas literárias foram levadas ao ar sob o titulo de “CRÔNICA DA NOITE”, duas das quais se destacaram entre muitas pelo tema que abordaram, de uma sensibilidade impecável, amizade sincera, respeito dos grandes líderes e de visão futurística.

Barbosa da Silva, Pedro Barbosa Júnior e Valdomiro Barbosa, este, seu maior acionista, com 50% (cinqüenta por cento) do capital social integralizado e sócio-controlador, Lourenço de Almeida, participava apenas com 400 (quatrocentas) ações nominativas; no exercício do cargo de Vereador de Arapiraca, apresentou a Câmara Municipal mais de 450 (quatrocentos e cinqüenta) requerimentos entre Indicações, justificativas, solicitações, Protestos de Lei, além de reformular a Lei Orgânica do Município tornado-a mais moderna e atuante, e organizou o Regimento Interno da Câmara Municipal; instalou e organizou as Prefeituras Municipais de Lagoa da Canoa e Craibas, quando de suas emancipações políticas, a pedido do então Deputado Estadual José Pereira Lúcio (Lucinho); aos jovens, dedicou um especial carinho educando-os e instruindo-os dentro dos preceitos de honra, moral e dignidade; como Secretário de Finanças do Município de Arapiraca, cargo que ocupou na Administração curta, porém, modernizada e dinâmica de Higino Vital da Silva, incentivou a instalação de pequenas agroindústrias fumageiras e a criação de pequenas empresas de transportes urbanos. O muito seria pouco para descrever a figura versátil por demais do Professor Lourenço de Almeida e, os arapiraquenses, por sua vez, retribuíam tudo o que recebiam de Lourenço de Almeida com carinho, respeito, cuidados e gratidão.

A Câmara Júnior de Arapiraca, em 13 de janeiro de 1973, filiada à Câmara Júnior do Brasil e Júnior Chamber Internacional, concedia ao Professor Lourenço de Almeida o Título de PROFESOR DO ANO DE 1972, por sua eficiência e dedicação comprovada; em 25 de maio de 1973, foi com Padre Oscar Gonzalez Quevedo, para participar integralmente do Centro Latino-Americano de Parapsicologia de São Paulo; em 23 de janeiro de 1974, pela sua participação ativa na formação da Biblioteca da Faculdade de Filosofia de Arapiraca, o Diploma de Honra; pela sua participação atuante no Clube de Mães de Arapiraca, recebe em 19 de novembro de 1977, das mãos da Presidente do Clube Maria Aparecida da Silva, o Diploma de Honra ao Mérito, entre inúmeras outras honrarias, como “A SALA PROFESOR LOURENÇO DE ALMEIDA”, no Grupo Hugo José Camelo Lima.

Lourenço de Almeida, morreu aos 62(sessenta e dois) anos, moço ainda, mas foram longos os seus dias. Bebedor sadio; bebia todos os dias, porém, não bebia o dia todo; tabagista consciente e inveterado; baixa estatura e constituição fraca; boêmio, que preferia as noites para o seu entrosamento com os jovens pelos bares da vida, filosofando e orientando; freqüentador assíduo do Cine Triannon, que inclusive possuía cadeira cativa, e, na noite do dia 06 de dezembro de 1977, assistindo a um filme no Cine Triannon, foi vítima de uma trombose cerebral, chegando a desmaiar, imediatamente levado com cuidado, carinho e respeito pelos amigos que interromperam a projeção para socorrê-lo, à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, sendo prontamente socorrido pela equipe médica de alto porte comandada pelo Dr. José Fernandes.

 No dia 07 de dezembro chega a Arapiraca vindo do Recife acompanhado de um neurologista, o Dr. José Roberto de Almeida, terceiro filho de Lourenço de Almeida e médico gastroenterologista, achou por bem leva-lo para a cidade do Recife onde teria melhores e mais modernos tratamentos; Internado no Hospital da Clinicas, Lourenço de Almeida é submetido a uma série de exames e medicado, ficando internado até o dia 15 de dezembro quando recebeu alta.

Regressando a Arapiraca, com uma paralesia parcial no lado esquerdo submeteu-se a uma fisioterapia caseira. Porém, a radiografia do tórax em PA e Perfil revelou um processo enfizematose em instalação e a imagem cardio-áortica dentro do limite da normalidade. Sem um tratamento adequado para a enfizematose em instalação revelada pela radiografia tirada no dia 08 de dezembro, em Recife, devido à debilidade física e outras causas secundárias, o problema agravou-se de maneira brutal, de tal forma, que em 06 de janeiro de 1978, o Professor Lourenço de Almeida foi levado às pressas para a Casa de Saúde e Maternidade Afra Barbosa, do Dr. Djacy Correia Barbosa, com surtos, problemas respiratórios. Com o passar dos dias os problemas respiratórios foram se agravando cada vez mais, até que em, 30 de janeiro de 1978, ao cair da tarde entre amigos e familiares, ao canto do Hino “DEUS DE PAZ E DE AMOR”, falecia em meus braços o Homem que em vida atendia pelo nome de LOURENÇO DE ALMEIDA, MEU PAI.
alagoano filho de Fausto Vieira de Almeida e Caetana Maria de Albuquerque, nasceu no Engenho Triunfo, distrito de Cajueiro – Município de Capela em, 08 de setembro de 1915, (em todos os seus documentos a data de nascimento é 03 de setembro de 1915).

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