Translation

Mostrando postagens com marcador Praia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Praia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de março de 2018

Viagens pelos mares da Pajussara, Ponta Verde e Jatiúca em Maceió



São muitas as formas de estar na praia; da mesma forma que se carrega a vida quando se entra na escola, a vida acompanha a que chega no que hoje é chamado de orla.
Como alguém poderia deixar a vida em casa? Não se consegue fazer isto com a a sombra que se tem, que dirá com o feijão nosso de cada dia...
Foi assim que ele,  usando patins, desceu, esqueceu a calçada, foi para a areia e começou a olhar para os lados da África.


Elas, ao contrário, estavam em reunião, possivelmente para pensar no que fazer. Engraçado, é que estavam perdidas no tamanho da paisagem, mas eram um centro bem visível, embora eu as preferisse ver em um canto da foto e não dar muita clareza: perdê-las nos lados da cidade.




As bicicletas também são diferentes na orla; esta é uma bike lanche. Uma passou por mim e o cara dizia educadamente: Lanche! Lanche! Alguns passam faceiros mas este é um trabalhador!
O homem que vende bolo, pastel, esfirra e um copo de refresco.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Imagem e cotidiano: as praias da Jatiúca e Ponta Verde em Maceió, Alagoas. 05/03/20/18

Todos os dias passos pelas calçadas e fico vendo o quanto é imenso e complexo o mundo das praias. Fotografo para documentar, deixar registrado parte deste mundo complexo que se divide em inúmeros e invisíveis caminhos. Quem sabe um dia, tenho condições de escrever alguma  sobre o que existe por baixo da terra e por baixo das águas? Escrever desde a geografia escrita pelos  seculares dias de pesca até a vida do pobre que se arrasta pelas ruas e pelas calçadas, às vezes dormindo no chão, às vezes pedindo a serventia de uma bolacha.
Vamos ver algumas de hoje, fotos que realmente me marcaram e me levaram, pelo espanto da hora, parar, olhar e pensar como se fazia nos antigos cruzamentos com trem.


Parei nesta foto, vendo o incrível esforço e, ao mesmo tempo, o sorriso aberto. 





Ela ía passando; o corpo  um tanto quanto frágil parecia esmagado pela parede de concreto que ela nem percebia. Não consegui fotografá-la como desejava, mais um pouco voltada para a direita e em outro estágio da passada; mas ela está aí, com sua garrafa d'água, alheia aos carros e pensando em não sei o quê.



Uma coisa rara: o cuidado com a praia!





sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Gentes da praia: o gari, o joio e o trigo na praia da Jatiúca em Maceió

 É um trabalho estafante. Falei com ele e pensou que eu fosse de fora. Disse de modo amável: Obrigado por estar aqui na minha terra! Eu fiquei com vergonha de dizer que era de Maceió. Terminei dizendo e ele arrematou: Nossa terra é muito boa, os políticos é que não prestam!

E continuou na tarefa de separar lixo do sargaço, como quem separa joio do trigo.

Foi quando vi seu carro parado, no  meio do mar de sargaço, tendo ao fundo uma selva suntuosa. Sursum corda!

Gente da praia: a lição de um vendedor de jornal na praia da Jatiúca em Maceió

Mário vende jornal na praia desde seus 15 anos. Agora tem 45: é casado, tem duas filhas, mora no Jacintinho. Chuva ou sol, ele fica em pé, esperando o sinal fechar; então, vai aos carros. Tem dia que logo cedo pela manhã, encontra-se comigo e diz: Já vendi tudo; agora vou embora para casa. Tem dia que demora mais um pouco; é desta venda que sustenta a família. Vendeu o que necessita, arrasta os pés em direção ao Jacintinho, de onde vem sem qualquer luz do sol. Aprendo com ele, com seu passo devagar. E sinto uma extrema alegria por ter descoberto que a praia é mais um lugar que se tem para aprender sobre a vida.

                              

As gentes da praia: cadeiras e belezas da Jatiuca em Maceió

Uma boa parte da área da praia é ocupada por eles,  muitos vindo de longe puxando o carrinho carregado, sobretudo, de cadeiras. Vez em quando aparece um carro com uma carretinha; é como o mais rico transporta suas cadeiras. Muitos vivem disto e cuidam da limpeza e da higiene da praia. Afinal de contas, ele ganham dinheiro vendendo  lugares, como se o sol devesse ser curtido de cadeira cativa.
Passe pelo que passam e saberá que somente na música de Cayme, em exagerada licença poética, é doce morrer no mar.  As fotos são do mês de janeiro de 2018 e foram tiradas por este pequeno blogueiro.

As cadeira dão um colorido à praia e existe toda uma estética na disposição que deve proporcionar a beleza da paisagem, a proteção e a delicadeza da praia da Jatiúca.
Tudo tem que estar limpo
 
Quando tirei esta fotografia, pensei em mostrar pessoas entrando em cena, saindo da coxia do tempo e o espetáculo formado com todos os atores em cena. Tudo começa a ser intensificado, a partir das 8,30 da manhã.

Olhe as cadeiras e as hastes para as barracas




Tudo vai tomando corpo

Tudo tem de estar o melhor possível

domingo, 5 de novembro de 2017

Pesquisa em 2050 . Um passeio em Duas Barras. Alagoas

Este e um item  componente do Banco de Imagem que pode subsidiar a pesquisa a ser realizada em 2.050, comparando e vendo modificações e permanências.Trata-se de um pequeno filme sobre Duas Barras. Vim aqui, nem me lembro quando, com o  Cacau. Parece que era o engenho de Fernando Sampaio. O local é irreconhecível e de fazer uns 40 a 50 anos.

clique aqui e veja

sábado, 4 de novembro de 2017

PESQUISA 2050. A ORLA DE MACEIÓ (i)

Projeto de Pesquisa 2050
52: Pesquisa: Paisagem, e cotidiano: Orla: Maceió: Alagoas
Fotografia de Luiz Sávio de Almeida
02/11/2017
Amigo
Na oportunidade de suas pesquisas, como estarão as pessoas na praia? Como serão os carros, como a praia estará "urbanizada"?
Pesquise!














 

Pesquisa para 2050. O viço da praia da Pajuçara

52: Paisagem: Imagem e cotidiano: Praia da PAJUÇARA: Maceió: Alagoas
Pesquisa para o ano de 2050
Fotos de Luiz Sávio de Almeida
02/11/2017 


Como  estará em 2050? A mesma coisa? Faça seu trabalho e escreva: Transformações na velha Avenida da Paz. É o título que sugiro ao companheiro. Acho difícil que haja espaço para grandes mudanças e o povo se comportará da mesma maneira?














 

A Praia da Avenida em Maceió, Alagoas.

49: Pesquisa: Paisagem e cotidiano: Praia da Avenida: Maceió: Alagoas: Brazil
Fotos de Luiz Sávio de Almeida
02/11/2017

 Também material fotografado ao longo de passagem em automóvel e pertence ao Banco de Imagem, destinando-se a um pesquisador na metade deste século.










 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A Maceió: a Praia do Sobral e o rapaz acorrentado.



 
46: Pesquisa: Paisagem e cotidiano: Praia do Sobral: Maceió: Alagoas: Brasil

Fotografias de Luiz Sávio de Almeida

02/11/2017

Nós estamos com estas fotografias, em busca de uma documentação sobre o processo urbano de Maceió e diante da que se pode chamar de orla proletária da sociedade, uma espécie de ponto de contraste com a região da orla da Maceió de fora. Esta é uma orla mais ao gosto de uma Maceió de dentro.
                   A chamada Praia do Sobral jamais foi um point em Maceió, mesmo após a construção de dois hotéis, que não foram adiante e nem renovaram o prestígio que sempre teve a Praia da Avenida e, posteriormente, a da Pajuçara, vindo em seguida a  Ponta Verde e a Jatúca. Parece que duas  circunstâncias contribuíram para isto: uma delas foi a vizinhança com o Ouricuri e outra foi a instalação do Salgema, o que alterou toda a atenção imobiliária que o capital por ventura intentasse  na praia.  Hoje coloco algumas fotografias e a maioria delas pretende chamar atenção para o humano que fica engatado na paisagem, na praia sem a proteção de arrecifes. Como estará em 2050? O futuro como lidará com esta porção da cidade?


    Se eu não me engano, esta era a casa do Professor Jayme de Altavilla e na foto anterior, lembro que era o local da residência de um amigo – apesar da diferença de idade – que foi o Deraldo Campos e a quem devo muito pelos incentivos e sugestões. Frequentei muito a sua casa; ele tinha uma coleção belíssima de relógios e os acertava para um concerto de badaladas. Depois foi uma escola que dois filhos frequentaram.
Esta é uma visão que mostra muito da paisagem que faz a  rua que se não me engano tem o nome do Chateaubriand, este francês nascido na Paraíba e que tanto poder teve nas comunicações nacionais, espécie de um Marinho atual da Rede Globo mas com o charme  de uma vedete política.

Sempre achei interessante esta bifurcação. O busão pega um caminho diferente da avenida, ganhando o mundo da concentração das casas, procurando pegar o dinheirinho do pobre que perdeu o bonde.

A mulher sozinha caminha sem sombra, com sua sandália havaiana, pisando na calçada desleixada de um terreno desleixado. Lá no fundo, a Maceió para cima.
Duas maceiosinhas: todas duas para o alto sendo uma mais pobre e outra da classe média dita remediada. Por aqui não mora a riqueza propriamente dita.


O novo que se faz em Maceió jamais se deixa vencer pelo desleixo privado e público. Maceipo, dentre outras pontos, é uma cidade que sofre pela falta de rigor na fiscalização e assim fica sempre permissiva.


Estamos pertinho de um lugar que sempre me chamou atenção e nem mesmo sei se já foi realizado algum estudo de maior profundidade sobre suas transformações. Era a antiga Favela do Ouricuri. Será que nos recordamos dela? Ou as áreas pobres ficam no indistinto da memória sobre e da cidade? Existe uma memória coletiva e por onde anda e quem e como é construída?

Nada mais Maceió do que esta foto, onde o cavalo serpenteia a rua, ajudando a uma família sobreviver. A carroça e o monturo são marcos que recordam e determinam-se na pobreza que se vive. Jamais a Avenida, Pajussara e Jatiúca e Ponta Verde teriam uma vizinhança deste tipo. Os pobres estão afastados naquelas regiões e estes estão á beira mar
Esta é outra cena jamais que jamais poderia ser vista na orla de fora, aquela de altíssimos investimentos imobiliários. E mostra a estética da mercadoria, com as bananas penduradas a a fazerem o retorno das velhas quitandas em mistura com as velhas bodegas. O coco na calçada aconchega o verde. Veja o desnível na calçada e a porta tosca à direita, contrastando com a casa melhorada sua vizinha, devidamente diferenciada. A moto que era uma indicação do play boy hoje é a indicação de transporte operário e do trabalhador de baixa renda em geral.
A solução dada para morar é a que vem do que chamo nas aulas de arquitetura da carência. Ele tem que viver e se proteger, como se pode verificar pelo que está colocado na calçada: medo da casa levar uma porrada, medo que talvez venha de alguma experiência tida ou sabida.  No lado direito, a telha; e  no esquerdo ele descansa. Lá em cima, se olha para o mar como jamais se faria na orla de fora, a orla onde a paisagem foi a grande mercadoria vendida. Eles olham a paisagem com seus olhos de dentro, da intimidade de nossa organização urbana. É bonito o cuidado com as cobertas e é fantástico o que faz a arquitetura da sobrevivência feita com as pequenas sobras e pródigas em descobertas de solução.

Gostei dos desenhos na parede, a mistura de motivos, o símbolo do anarquismo e, na realidade, uma forma do artista falar com a cidade, a bem dizer, vez em quando, forçando sua arte aparecer dentro de uma estrutura que a nega.  À esquerda, caminha-se, sendo de ver as sacolas verde-amarelas a relembrar o eterno feriado nacional da antiga e bela modinha: a festa dos trapos coloridos.
A posição dos braços, mostra decisão na marcha regresso, com coisas leves ensacadas e que me fazem lembrar de pipoca.
Então, a orla de dentro sempre mostra sua diferença com a orla de fora,

O artista coloriu e deu aos pescadores um novo mar: o mar de parede. O interessante é que  se trata de uma pintura tabuleta a querer ilustrar que aqui vivem pescadores e lá dentro, a parede mostra como vivem. Há um flagrante contraste entre a idealização dos volteios de golfinhos e o sujo na calçada.


Como sempre, o pecado mora ao lado! As grades! O pecado se protege! É dito ser uma pousada rotativa! Quem entra aí para repousar?
A Avenida se divide em duas e uma delas é o imenso calçadão que se transforme nos fins de semana, feriados e dias de guarda. Os lugares são miméticos e já se nota, na altura de tempo desta fotografia, a imensa transformação o colorido do plástico a chocar-se com o tom de verde no mar.



O portal aberto e o esgoto esburacando. Foi muita a transformação no Pontal da Barra. O que era o bucólico lugar de pescadores, transformou-se em uma espécie de imenso mercado. Das áreas consideradas pobres em Maceió, foi uma das que sofreu maiores transformações e ela é, na orla de dentro, uma espécie de reverberação da orla de fora.
Alguém chegou a me dizer, que por aqui eram imensas dunas e que a areia foi carregada para construção do porto. Nada sei sobre isto, mas sem dúvida é curioso. Ainda alcancei a ondulação marcante de dunas por aqui. Para ond está indo a areia que o vento trazia? Ainda existe vento?




Realmente não sei se aquela tripa é a da salgema ou do bostrodomo. Sei que a barraquinha é aconchegante.
A diferença no traçado das orlas fica demonstrado claramente

E é assim que se espera a ida e se descansa quando o sol arde e os pés pedem clemencia. É interessante como a mancha na calçada e o desenho da meia, parecem mostrar o rapaz acorrentado.