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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Luiz Sávio de Almeida. Uma visão da Serra da Barriga em Palmares, Alagoas





Ainda está por ser contada, toda a história da Serra da Barriga enquanto monumento. Tudo começa com o Projeto Rondon e os empresários de turismo, buscando alternativas; posteriormente é que tudo vai começar a passar pela Universidade. Resumindo, a serra agora está assim. Uma vez eu a subi, passei uma semana lá em cima, muito antes de mudanças em sua passagem. Foi toda uma semana fotografando. Completamente diferente. As fotos eu entreguei ao NEAB. Não encontram.  Sumiram.  Foram umas quatro caixas de papel Kodak cheias de fotos.  Subimos Pajé, Veveu, Alex Miranda, Juarez, Cabeça e quem sabe, outro mais.
Dormimos  dentro de uma casa de farinha. Em nada mexemos. Lá em  baixa, havia o que chamavam de pedra do letreiro. Um imenso bloco de pedra com inúmeros sulcos. Cobri de giz e fotografei: sumiu. Pepeu futucando na beira da lagoa, levantou umas plantas e estavam os riscos no chao. Fotografei: sumiu. Não mexemos mais, pq havia uma espécie de ninho de cobra e deu medo. A lagoa estava assenhoreada; Veveu mergulhou e disse que encontrou uns paus enfiados. Alucinação. 

Hoje a serra está assim e dizem que é uma homenagem a Zumbi. Será?


As fotos que estão aqui, mostram a serra civilizada, domada. É uma serra-parque. Sempre fui contra o projeto. Disse isto por diversas vezes. Eu pensava que a serra deveria permanecer intocada e  que se desejasse fazer alguma coisa, seria a seu derredor.  Bom, vejam a serra.
Eu as tirei em um dia  de visista nas proximidades do dia 20 de novembro, quando levei uma equipe de O Jornal para preparar um caderno de cultura sobre os Palmares.















Jornaista Alexandra, editora de cultura de O Jornal


O grande espaço dos Palmares. É preciso imaginar para ver esta paisagem composta por matas. Tudo hoje é cana.






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